domingo, 18 de abril de 2010
o meu mundo.
Começou no dia em que ela teve medo de guardar junto de seus pertences, uma pedrinha. No dia em que ela precisou construir um caminho, ela lembrou que precisaria de uma pedra, então desistiu do caminho também. Quando precisou colocar de pé uma porta, tinha de ter um caminho. No dia em que quis construir uma casa, lembrou da porta. No dia em que precisou construir uma cidade, não tinha casas. Ela, pois então, não poderia ter um estado. E perdeu um país. Perdeu um continente. E não poderia, no final das contas, ter um mundo. Precisava de pedrinhas.
E quem se importa? É complicado demais ter um mundo. É complicado demais seguir caminho com uma pedra a mais a sobrecarregar. É complicado demais entender um lugar onde dois mundos são tão diferentes, onde dois mundos não se misturam e não se entendem, não se compreendem. É que, sem querer, deixamos pra depois tudo aquilo em que se pode colar o rótulo: complicado.
É difícil você me entender, quando mora em um lugar onde a tua língua é diferente da minha, a tua ética e os teus certos e errados são diferentes dos meus, onde a tua porta está de pé, e fechada.
É complicado entender o teu mundo enquanto eu... eu ainda nem sei. Eu ainda nem tenho um.
sábado, 20 de março de 2010
sobre as coisas que eu nunca disse.
Eu te falei.
E o que será que eu quis? O caso é que todas as minhas tentativas passadas eram temidas justamente pelo receio de chegar a um lugar que eu nunca soube como definir: o desconhecido. E no desconhecido a gente se perde. A gente não sabe onde pisa. Não sabe se vai cair, se vai levar uma rasteira, se vai querer encontrar um lugar seguro.
Eu me desconheço.
Será mesmo que eu quis tudo isso? Eu te digo que não me importo. E eu faço tudo o que eu quero. Até o que eu não quero.
Eu testo todas essas capacidades de perdoar e receber perdão, acreditando que existe alguma coisa maior do que todos esses erros bobos que a gente comete pelo meio do caminho. E são bobos não porque somos ingênuos ou porque somos santos e fingimos não saber a importância das coisas. Eles são bobos pelo significado zero que representaram diante de tudo aquilo que um dia eu imaginei que eu e você seríamos capazes. Do que fomos capazes.
E se eu tenho falhado, é por não saber mais ser tão decidida sobre o que nós dois acreditávamos.
Eu não quero mais prometer. Eu não quero mais ter que te dizer que eu sinto um monte ou então fingir que não me importo. Eu não quero mais ter que passar por ti e abrir o maior dos falsos sorrisos, fingindo que estou melhor do que sempre estive. A importância se traduz em tudo o que deixamos subentendido, nas coisas nunca ditas e que nem precisaram mesmo ser ditas.
Eu preciso de segurança. E não é como voltar pro começo, porque a saudade existe mais do que nunca existiu. Eu nunca estive tão perdida.
A verdade é que eu estou muito longe daqui e bem mais perto de outro lugar.
"E tudo o que eu falei dormindo
Eu sempre quis dizer de dia
Invento artifícios para nunca te perder
Eu não vou te perder..."
nosce te ipsum
Há momentos em que é preciso deixar de ter medo e de pensar que o que não é comum envenena. Não necessariamente se trata de passar por cima de princípios ou pessoas, mas princípios em excesso talvez nos façam perder mais em lucidez do que ganhar em integridade.
Li esses dias que os corruptores da felicidade são a nostalgia e a culpa, o arrependimento e o remorso. Reli até de trás pra frente pra ter certeza mesmo de que esse pensamento era de outro alguém e não meu. Volta e meia surgem aqui dentro alguns PLINS que me fazem passar de uma visão de mundo à outra, e é irreversível.
Às vezes é preciso mesmo aprender a morrer. Aprender a viver é uma utopia e só entendendo a incerteza da morte é que passamos a abrir mão de adiar vontades. Acho que é aí que a gente vive cada uma delas sem medo de opiniões alheias ou medo de ter que aparentar alguma coisa que seja convencional só pra parecermos normais.
Mas normalidade existe? Existe mesmo um padrão pra ser gente? É obrigatório fechar os olhos pra dias tão injustamente e infinitamente melhores do que os outros e aderir ao conformismo acreditando que eles são exceção?
De vez em quando me deparo com a dúvida. Não sei se estou sendo correta, mas o que eu sei é que eu estou sendo correta - pelo menos - comigo mesma. É uma forma de morte dentro da vida ter que aceitar uma vida que não é minha, que eu não quero, que eu não aguento.
Eu não sou de cristal, eu não preciso de alguém que me dê segurança. Eu preciso quebrar, reconstruir e quebrar de novo quantas vezes for necessário. Só assim posso ter a sensação de que eu sei exatamente quem eu sou e fiz exatamente o que deveria ter feito, e esse sentimento não tem preço.
They give you this, but you pay for that
And once you're gone, you can never come back
the hours.
Só Deus sabe por que a amamos tanto.”
(As Horas, Michael Cunningham)
Always the years between us, always the years, always the love, always... the hours...
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Fairy Tales

Era uma vez, em uma rua vazia de uma silenciosa cidade... Existia uma bela e mágica caixa de música. E dentro da caixa de música vivia uma garota, uma garota tão inocente, tão bonita, mas tão sozinha. E todos os dias ela se sentava no seu pedestal, dia e noite. E sonhava com o dia em que alguém a encontraria, alguém com a chave de caixa de música. E ela pensava: "Alguém que me verá dançar para sempre... e talvez, somente talvez, esse alguém será o meu verdadeiro amor. E ele encontrará a maneira de libertar-me e me mostrar o mundo inteiro. E talvez, somente talvez, viveremos felizes para sempre."
And they say she is so lucky. But she cry cry cries in her lonely heart thinking: If there's nothing missing in my life then why do these tears come at night?
E então, naquela noite de inverno gelada, naquela estrada vazia da silenciosa cidade... a garota voltou para a sua caixa de música, onde ela continua à espera do verdadeiro amor. Mas no fundo do seu coração ela sabe que quando a hora chegar ele irá encontrá-la. E quando ele o fizer, irá amá-la até o fim dos dias. Mesmo assim, por enquanto, o sonho basta.
Pequena garota, tente nunca perder de vista os seus sonhos. Nunca esqueça de sonhar.
domingo, 26 de outubro de 2008
Loucura, fraqueza, solidão e, acima de tudo, algum tipo de fé: SOLO
A sintonia do tempo me intriga. Pra mim, foi na semana certa que eu entrei numa sala com o número 319 e recebi das mãos de um homem de óculos e ar sério (que eu juro, sempre me intimidou) um livro de capa meio azul ou meio verde - nem sei - com uma palavra escrita em cor branca: Solo.
Juremir Machado da Silva, sem saber estaria contribuindo para o meu auto-conhecimento e para o entendimento do próprio ser humano. Afinal, somos todos tão iguais, não é?
Enquanto eu estava lendo, um vizinho desses que chamamos de autista, me perguntou sobre o nome do livro. Se tinha a ver com a terra, o chão? Eu não tinha pensado nessa possibilidade. Na realidade, eu havia pensado em solidão. Mas não deixa de ser: solidão e busca pelo próprio lugar na terra, ou busca das origens, do que nós somos. É bom ter uma visão nova, o que eu - na minha perfeita faculdade mental - não havia percebido, o meu vizinho percebeu.
A solidão, por vezes, é benéfica. Mas quem nunca enlouqueceu com a solidão eterna? Quem nunca se sentiu só em meio a tanta gente, tanto mundo, tanta vida?
Negamos nossos problemas a nós mesmos e aos outros, mas inconscientemente ou quase sem querer, procuramos a resposta para o que nos perturba.
Não temos problemas? Não seria isso um novo problema? Vai saber.
Na realidade a busca do nosso encontro consigo mesmo é incessante.
A loucura da falta de loucura, ou da falta de vida (mesmo havendo vida) é inquietante. E vai crescendo à medida que temos a consciência de que o desperdício de nós mesmos é real.
E é aí que sonhos absurdos se misturam com o real. É aí que a gente se pergunta se temos fé ou se temos culpa da falta de fé. É aí que a gente sente que não somos (ou não estamos) compatíveis com o resto - aquele resto que parece tão feliz e que parece estar tão longe do que somos.
"As minhas imperfeições desfilam e piscam como estrelas num céu claro e profundo" . A imperfeição faz parte de nós: HUMANOS, reais. Não queira ser perfeito. Queira ser você - desde que isso cause o menor número de danos possível a outras pessoas.
Tá certo, há momentos de fraqueza. Um amor perdido, o vazio, o nada, os sonhos perturbadores, a vontade de um retiro por tempo indeterminado no próprio apartamento. Mas será que isso dura pra sempre? Dura pra sempre o piloto-automático e a vontade de nunca mais buscar o que foi perdido?
Você é e sempre será observado, os erros serão julgados. E os erros aparecem. Mas o tempo nos ajuda a aprender o que causa dor e o que não causa, e com esse aprendizado você muda. A gente muda todos os dias. E a gente muda através de um longo caminho a ser percorrido. No final (ou no começo?), na hora certa, a gente descobre realmente quem a gente é. Você consigo mesmo. Transição. Epifania. Auto-conhecimento. Auto-ajuda.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Say what you need to say
A omissão serve para o bem de terceiros.
A mentira serve para o próprio bem.
O disfarce, para o medo.
Ambos são utilizados todos os dias. Altruísmo, ego, pavor de si mesmo e de suas próprias inquietações e barreiras.
Agradeça, torne-se transparente, destrua fraquezas.
Cresça, transforme-se, movimente-se.
Fale o que tiver vontade. Diga o que quiser dizer. COMUNIQUE-SE.
Que vá para o inferno a hora do olho no olho.
sábado, 18 de outubro de 2008
Imperfeitos
Alguém aqui não comete erros? Alguém aqui é perfeito?
Se disserem que sim, mentirosos. M-E-N-T-I-R-O-S-O-S.
A imperfeição faz parte de nós: HUMANOS, reais.
Não queira ser perfeito. Queira ser você - desde que isso cause o menor número de danos possível a outras pessoas.
Você é e sempre será observado, os erros serão julgados. E os erros aparecem. Mas o tempo nos ajuda a aprender o que causa dor e o que não causa, e com esse aprendizado você muda. A gente muda todos os dias.
"As minhas imperfeições desfilam e piscam como estrelas num céu claro e profundo" (Juremir Machado da Silva)
sábado, 20 de setembro de 2008
"Vão-se os anéis, ficam os dedos"
Eu concordo e assino embaixo. Nome e sobrenome.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que a nossa vida é muito mais cheia de coisas passageiras do que duradouras: fases, amores, atitudes, objetos, pensamentos, momentos.
Nós nos resumimos a um bem durável que vive dependendo de bens não-duráveis.
Tudo passa. Horas passam, dias passam, paixões passam, vontades passam.
Mas como toda regra tem exceção, algo tinha que subsistir. E esse algo somos nós, claro.
Não importa o quanto você perdeu, o que você perdeu ou quem você perdeu. Quem permanece aqui é você: insubstituível, vivo, sem permissão para ficar cansado.
O que passou, realmente passou. As perdas não voltam e pra que perder mais uma coisa - que é o tempo - se lamentando por algo sem sentido?
É desperdício de vida e desvalorização própria. Não tem sentido comparar o passageiro com o duradouro. Logo, não tem sentido dar mais valor ao passado do que ao presente.
Mesmo assim, eu sei que é difícil o desapego. Falo por experiência própria.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
E se...
O que aconteceria se eu tivesse ido, se eu não tivesse escolhido tal curso, se eu não tivesse ou tivesse feito tal coisa, se eu tivesse tentado, se eu tivesse falado?
Ih, são tantas as dúvidas que elas me levam irremediavelmente à conclusão de que a gente não tem certeza de NADA nessa vida.
Não sei se vou estar pensando, optando, agindo igual amanhã. Não sei se o tempo pode acabar com essa sensação de "viver pra sempre", que me faz adiar muita coisa dia após dia. Não sei se simples barreiras vão ser quebradas antes que seja tarde e nem sei se eles, eu, ou você estaremos aqui amanhã. Não sei.
É isso que me perturba, hoje. Coisas que antes não me incomodavam, mas que quanto mais a gente pensa, mais percebe.
"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
Queria ter aceitado as pessoas como elas são"
(Titãs)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Não importa
O que me importa é o teu jeito. O jeito que você me olha, o jeito que você quase me escuta, o jeito que me fala. O jeito que você mexe o cabelo, o jeito que me pega pela mão, o jeito de não ter jeito, o jeito que me deixa sem jeito.
Me importa ficar rindo de mim mesma quando me pego escrevendo sobre ti. Me importa ver a tua cara de espanto quando entende o que eu quero dizer (mesmo sem eu precisar dizer). Me importam as frases ditas, as frases não ditas e as frases quase ditas. E me importa, principalmente, que a gente dê um jeito. Que a gente se importe.
sábado, 13 de setembro de 2008
Fases, fases...
Eu não fui, e não era pra fazer charme. Eu não fui porque eu não quis. Se fosse charme, eu ligava na última hora e não deixava passar.
A verdade é que faltou vontade. Foi natural. E a satisfação foi enorme, pois sempre esperei QUERER agir assim.
E não importa quem você seja, ou o que você faça. Não faz mais diferença. Eu sou mais do que um produto, e não aceito ser tratada como tal. Bem clichê. E bem verdade.
Se "o meu passado me condena", não importa. E se esse passado pode ser considerado ontem, também não. Eu mudo de convicções de um dia pro outro. Não tenho convicções inabaláveis.
As pessoas são engraçadas. Se você age de acordo com suas vontades, falta moral. Se você age moralmente, dizem que você deveria seguir seus instintos. O que eu escolho? Naturalidade.
Sempre me policiei por tomar atitudes que não eram baseadas em princípios, mas nem por isso deixei de tomá-las.
Hoje, tive meu momento epifânico. Descobri não necessitar mais de policiamento. Descobri uma falta de vontade pra atitudes sem sentido.
Há mesmo uma fase em que a gente oscila entre a loucura e a culpa, entra a vontade e a moral, entre o sentido e a falta de sentido. E essa fase passa. Ela passa a partir do momento em que a gente sabe exatamente o que quer. A partir do momento em que a gente percebe a verdade borboleteando irreversivelmente em nossos pensamentos.
E a verdade é que o tempo não volta. Existe vida, existem possibilidades interessantíssimas. Não sei mais valorizar pessoas que eu sei que são pequenas demais comparado ao que imaginam que elas são. Aparências cegam, mas são efêmeras.
Se alguma pessoa vale realmente a pena, qualquer loucura passa a ser inocente, qualquer vontade deixa de ser imoral, qualquer falta de sentido passa a ter sentido.
PS.: Não generalizo.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Eu + Você
Acho, sinceramente, uma decadência a necessidade de nos completarmos por meio de outras pessoas. Me contradigo (eu sei, eu sei!), mas o vazio precisa ser preenchido por nós mesmos. Outras pessoas podem apenas acrescentar, adicionar, somar. Se não soubermos SER sozinhos a nossa felicidade vai ser sempre dependente, condicional.
A vida não pára. Todos temos tarefas e obrigações individuais. Todos temos pensamento próprio, modo de ser próprio. Ninguém pode parar para sofrer por amor, assim como ninguém pode parar pra viver um amor. Amor é um PLUS. Deve nos acompanhar, não atrasar. Não deve nos deixar sem saber o que fazer e sim sabendo exatamente o que queremos e quem somos.
Sou super a favor da independência e nem por isso deixo de sentir.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Três dimensões
Quero profundidade. Sou a favor da verdade, de gente de verdade.
Não suporto quase tocar, quase sentir, quase entender. Desejo sentir, tocar, entender e ver além. Quero saber dos abismos, dos subterrâneos. Quero entender o que existe por trás, o essencial, o invisível.
Há uma inscrição no meu quarto que fica bem aqui na minha frente e leio todos os dias: "O essencial é invisível aos olhos". Foi Antoine de Saint-Exupéry quem disse. Quer frase mais adequada?
Sou fã das palavras. Só que ditas da boca pra fora elas não me bastam. Preciso delas, mas também preciso do olho no olho.
Não pra enxergar o que os meus olhos facilmente detectam, e sim pra enxergar através. Através de ti e através de mim.
Quero, assim, roubar o que me falta. Completar essas lacunas, esses buracos, esses vazios.
Não quero fantasia, eu simplesmente só quero magia.
"Here's more to the picture than meets the eye."
PS: Hoje estreou o U2 3D e eu, como boa admiradora do Bono e seus feitos, tava lá. Primeira fila, primeiro horário (é, quando o assunto é rock eu não me aguento).
O filme é uma gravação da turnê Vertigo aqui na América Latina e eu achei excepcional, empolgante. Me fez sair cantarolando With or Without you porta do cinema afora. Valeu a pena.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Crescimento, a qualquer preço
A palavra "traição", a meu ver, é forte demais para o sentido que a usamos. "Substituição" se encaixaria bem melhor. O ser humano é movido pela busca da perfeição (ou o mais perto possível disso). Se algo não nos satisfaz mais, frustra nossas expectativas, o natural é que busquemos em outra opção o que esperamos.
Sou completamente inconstante. E essa minha inconstância se deve à minha insatisfação permanente. Não é uma insatisfação que me faz viver eternamente de mal com o mundo, com tudo e com todos. É uma insatisfação boa, uma noção de que as coisas sempre poderiam ser melhores. Perfeccionismo. Perfeccionismo imperfeito, eu diria. Pode parecer um paradoxo, mas certos aspectos da imperfeição me são atraentes, assim como certos aspectos da perfeição também. Uma mistura. Uma dosagem que me faz chegar perto do ideal que eu procuro. Mas acho que isso é muito pessoal e vem de cada um. Gosto é gosto, não se discute.
O fato é que temos um modelo, um esboço do que buscamos e a substituição é um meio de chegar até isso. Experimentando pessoas até o encaixe mais preciso possível.
Claro que dói desapegar do que estamos acostumados, dói saber que fomos substituídos. Afinal - pra nós - somos o máximo. Só que, infelizmente, muita gente pode não nos achar. Desanimador. Mas mais desanimador e doído ainda é continuar com aquela eterna frustração consigo e com o outro. Saber que podemos estar perdendo muita coisa interessante só pelo fato de não querermos sair do conforto do que já conhecemos.
Já substituí muita gente e também já fui substituída. Esperneei. Ainda assim, foram os melhores meios de crescimento que já usei. Sempre procurei enxergar o erro e me condicionar a não errá-lo mais. Não se erra duas vezes no mesmo lugar, salvo se for de propósito ou se faltar esperteza. Quanto mais me senti mal, mais aprendi. É por isso que eu gosto do sofrimento (dosado, claro). Gosto dele porque gosto mais ainda do aprendizado, de tentar estar cada vez melhor e mais preparada. O conhecimento é uma das duas coisas irreversíveis no mundo (a outra é a morte), isso me fascina. O resto é segundo plano. É superável, dor passageira.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Dei uma morrida, beijos
Eu sinto demais. Sinto muita coisa por um monte de pessoas, por um monte de coisas. Tudo ao mesmo tempo.
Sempre achei isso bom, eu gosto de sentir e odeio com todas as letras a palavra vazio.
Não sei se é uma reação de quem é assim como eu, mas percebo que muita gente gosta de "dar uma morrida" de vez em quando.
Não é uma morrida relacionada à depressão, tristeza ou afins. É apenas um esgotamento. Um isolamento instantâneo. Um descanso merecido do corpo, da alma, dos pensamentos.
Faz tempo que eu aderi. Silenciosamente me retiro do tempo e espaço presente, ligo o modo "no momento não estou", fecho a casa, desligo a tv, não estudo, não atendo telefone, faço milhões de bebidas quentes e fico vagando de pijama da cama pro sofá. A cara mais lavada possível, em meio a um clima de silêncio absoluto.
Alterno dias de muita agitação e dias de isolamento por pura necessidade. Uma vontade mega de ser duas em uma só. Uma remissão dos pecados. Como se a vontade de morar em outro mundo por uns dias fosse atendida através de um presente que eu dou a mim mesma: tempo. Uma retirada de campo, pra voltar à rotina com mais vontade, menos cansada, mais radiante e com aquela saudade que faz revitalizar.
Às vezes, um dia já basta pra satisfazer todas as necessidades da alma. Uma terapia barata, eficiente e rápida. Acaba quando a gente enche o saco do tédio, faz a unha, arruma a casa, o cabelo e compra uma roupa linda. Renasce das cinzas (que nem eram tão cinzas assim) e começa um mundo novo, com outro colorido, com outros olhos e outra cabeça. Simples assim.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Isolamento+multidão
Lidamos com pessoas todos os dias, recebemos informações todos os dias, fofocas correm com a velocidade da luz.
No entanto, nunca se soube tanto e tão pouco sobre as pessoas ao mesmo tempo.
Conhecemos tantas pessoas a toda hora, alguns de nós têm vários perfis no orkut, falamos com várias delas ao longo do dia mas, na grande maioria das vezes, sabemos tudo superficialmente.
Eu tenho muitos amigos de "Oi, tudo bem?" e só. Não digo que não me interessa aprofundar assuntos, mas - às vezes - me parece cansativo.
Não tenho paciência para conhecer pessoas e acho que a maioria também não tem. Pra que forçar um constrangimento mútuo tentando aproximações? Não adianta "forçar a barra". Prefiro naturalidade (mesmo que eu viva esperando por ela).
Não temos obrigação de relações mais profundas, até porque isso combina com a situação atual. E a situação nos diz que é difícil e perigoso confiar demais em quem desconhecemos.
Acho que muitos de nós já quebramos a cara um número suficiente de vezes e por esse motivo criamos um modo de proteção automático.
Isso não é ruim. O problema é que muita gente não consegue viver assim pra sempre. Uma hora ou outra, é chegado um momento em que não aguentamos mais, um momento em que tantas barreiras se tornam demasiado cansativas. Um momento também, que nos deixa num estado de insatisfação permanente ao ver que essas barreiras não são tão fáceis de se quebrar.
Fatalmente, eu cheguei nesse momento. Não sei se muito cedo ou muito tarde, ou se foi na hora certa. A verdade é que eu sinto que o meu momento chegou numa hora incompatível com os momentos das pessoas ao meu redor. Mas isso é um detalhe à parte.
Voltando às barreiras, um cara chamado Tenessee Williams disse algo que traduz muito isso: "Todos somos sentenciados ao confinamento solitário dentro de nossas peles, perpetuamente".
Por mais que tentemos aproximações, trocas de idéias e por mais que tentemos aprender a fundo o outro, ninguém nunca terá conhecimento do que acontece realmente dentro de cada um.
Há medos, pensamentos absurdos, loucuras e idéias inadmissíveis dentro da gente que não gostamos nem de mostrar a nós mesmos. Quem dirá contar aos outros? Melhor isolar mesmo dentro da própria pele.
O que eu penso é que abusar desse isolamento em todos os detalhes não dá mais. Abusar da auto-suficiência, do viver pra si mesmo e do conhecer só a si mesmo é deprimente.
"Conhece-te a ti mesmo", sou adepta. Mas também sou adepta do conhece um pouco mais ao próximo, quebre barreiras (mesmo que sejam só as menores). Isso gera um aprendizado absurdo, nos acrescenta várias coisas, destrói impressões pré-confeccionadas e nos completa cada vez mais.
Sempre fui muito cética mas, apesar disso, eu ainda acredito nas pessoas. Não acredito que alguém seja completamente medíocre e não pense alguma coisa de útil nunca. Vejo que uns têm uma visão melhor de mundo, mas é impossível alguém que não tenha uma visãozinha sobre alguma coisa. Que alguém seja só vazio.
De vazia, chega essa mania ou compulsão por isolamento, por não-compartilhamento, por falta de palavras e egoísmo. Mania de só acreditarmos na nossa verdade, e as verdades dos outros que "se explodam".
Às vezes, me parece que as pessoas fingem que gostam disso tudo. Porquê, afinal, auto-suficiência, solidão e distância estão em alta. E palavras não.
Será que eu nasci no lugar ou na hora errada?
terça-feira, 29 de julho de 2008
The colours change in the valley skies
Long road to ruin there in your eyes"
(Foo Fighters)
Cada um tem sua maneira de pensar, influenciado pelas próprias perdas, fracassos, vitórias, vivências, valores.
Achamos que ninguém é bom o suficiente pra entender o que já vivemos. Achamos que as outras pessoas destoam completamente do que procuramos. Achamos que os outros seres são limitados e que nós somos uma espécie de semi-deuses que merecemos tudo o que há de melhor no mundo. Temos egos inflados. Achamos que o resto é o resto, e que no meio desse resto ninguém mais se salva (além de nós mesmos, claro).
Na verdade, nem todo mundo é tão medíocre assim, só insiste em se afogar na ignorância cada vez mais, por comodismo.
Hoje em dia ser igual a todo mundo virou regra. Todo mundo quer fazer parte de uma coisa que nem sabe o que é, mas que é onde todo mundo quer estar. Acho que é medo da não-aceitação.
Tudo se resume a ter um fotolog (que virou classificados), ir à rave mais comentada do mês, estar na área vip, ter uma carinha
fashion e beijar mil bocas numa semana só.
Sendo assim, se nos considerarem mais um em algum momento, de quem é a culpa?!
De nós mesmos. E de todo mundo.
Insistimos em nos resumir a uma coisa só e é como "coisa" que irão nos enxergar. Cavamos a nossa própria cova e tá cada dia mais difícil alguém não nos rotular ou nos encaixar num estereótipo qualquer: patricinha da Bela Vista, groupie, prostituta de faculdade, siliconada exibicionista, maria gasolina, interesseiro, drogado, galinha, bombado de academia, "emo" ou o que quer que seja.
Eu acredito mesmo que a primeira impressão é a que fica. Só não entendo pq a maioria das pessoas não faz nada pra tentar surpreender, não faz nada pra mudar essa impressão que sempre é tão chata que chega a dar pena.
Tenho medo dssa síndrome de incomunicabilidade que deixa as pessoas cada vez mais estúpidas. Tenho medo de que, por falta de treinamento, nos tornemos ignorantes pela perda do dom de nos entendermos com palavras ou olhos nos olhos.
Eu só me pergunto se todo mundo consegue parar pra respirar de vez em quando ou simplesmente não pára e vive nesse piloto automático?
Ninguém mais sente ansiedade e uma vontade de falar "não agüento mais"?
Será que se parássemos pra respirar nos considerariam fora do padrão? Seríamos taxados de revoltados estranhos que acabaram de surtar?
Sou feliz, não estou perturbada, despedaçada ou qualquer coisa assim. Mas ainda assim sinto ansiedade, fumo que nem uma louca, tomo Rivotril pra dormir e tô com vontade sim de escrever e dizer um enorme "NÃO AGÜENTO MAIS".
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Obrigada, vento!
É por dias como hoje que vemos que vale MUITO a pena não parar nunca de acreditar na gente. Sinto como se tivesse feito 15 anos de terapia em 20 minutos de olhos fechados, vento no rosto e análise interior em pleno saguão do condomínio. (E isso que eu geralmente tenho medo de mim quando fico de olhos bem fechados).
Tenho a mania ridícula de afirmar com todas as letras que eu não consigo sentir, que eu não consigo me apaixonar, que eu não consigo me importar. E olhando bem, entendi que na verdade sempre esqueci mesmo era de perceber que eu consigo sim, só não consigo por muito tempo. Só eu estando louca de pedra pra achar que algum dia eu teria a ousadia de achar de verdade que nunca consegui me apaixonar por ninguém. É mentira deslavada, puro fingimento e uma certa covardia disfarçada. Hoje eu resolvi fazer as pazes com o coração. Pedir desculpas por ter deixado ele de lado e sempre ter dado preferência à razão.
Eu, sendo bem sincera, já me apaixonei infinitas vezes. Às vezes por uma semana, às vezes por dois dias, às vezes por três meses, às vezes um vai e vem. Tudo assim mesmo, super rápido. Mas e daí? Na hora era intenso, era de verdade. Por vezes, eu chegava a achar que era eterno e nunca ia acabar, e poucos dias ou semanas depois lá tava eu: bem bela, loira e sorridente, me apaixonando e flutuando, tudo de novo. O doido é que, além de tudo, às vezes costumo me apaixonar por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Assim, todos juntos, todos lindos, todos incríveis, todos diferentes. Meu coração bate muito forte, e eu não sei mesmo como fazer ele parar. E acho isso demais! (Espero sinceramente que alguém mais seja assim como eu).
Mais engraçado então que o meu apaixonar é o meu desapaixonar. Eu desapaixono tão rápido quanto apaixono. Ontem, bastava a pessoa não me querer pra eu apaixonar. Hoje, virei tudo de cabeça pra baixo, basta não me querer pra eu DESAPAIXONAR (thank God!).
A verdade é que hoje eu acordei completamente apaixonada. Por mim mesma. Do meu sapato de salto ao tufinho de mega-hair, do meu dedo do pé direito meio torto à minha cicatriz no meio da testa. Completamente apaixonada por tudo o que eu sei que eu sou e por tudo que eu sei que eu sei, por todo esse meu jeito estranho de ser que me surpreende a cada dia.
Acordei, pela primeira vez, indiferente a quem não gosta de mim. Poxa! Apesar de um monte de defeitos e medos, eu malho todos os dias, não sou virada em futilidade (embora tenha manias tipicamente femininas), tenho perfeita noção de tudo o que eu sei e entendo, nunca rodei em prova, sempre procurei ver o lado bom das pessoas (até das inacreditavelmente medíocres), escovo os dentes três vezes ao dia, estudo e leio até o meu limite, não sou conformada, não me satisfaço com pouco e um dia vou ser pra casar. Nada mais justo do que eu riscar da minha vida qualquer ser que não me mereça e que não esteja à minha altura (E não é narcisismo!). Não quero nem ouvir falar de pessoas que não me enxergam. Não tenho raiva, mas também não me importo com quem não se importa comigo.
Eu sou provavelmente a mais desencorajadora das conselheiras, porque quando perguntam nunca deixo de dizer a mesma coisa: a gente tem mais é que gostar de quem gosta da gente. Só podem fazer com a gente o que permitimos que façam. Então vai dizer isso pro coração, né? Mas a gente tem a razão pra ajudar de vez em quando pra quê? Na luta dentro da gente, o amor que sempre tem que vencer é o amor-próprio. É egoísmo? Não sei. Só sei que é com ele que a gente consegue a recompensa final: alguém que nos ame porque ama a si próprio, e sabe que nós somos bons o suficiente pra ser o melhor pra ele. Isso se chama valorização. Não precisamos mendigar. Ninguém precisa de migalhas. Amor é um prêmio pra quem consegue se achar, é inteiro e é sem pedir.
Talvez fique a pergunta: e onde eu vou achar felicidade se não for em um amor eterno e complicado que nunca dá certo (e que, no fundo, a gente tem a esperança que um dia dê)? Felicidade a gente acha em pequenos detalhes e demonstrações de consideração das pessoas ao nosso redor. Felicidade é ver sua irmã linda e maravilhosa se arrumando pra sair de casa e ainda te perguntar se o visual está bom, e se por acaso você responder que achava melhor a outra roupa, ela ir lá e trocar. Felicidade é ver que seus amigos adiam programações se você nao puder estar presente. Felicidade é ver alguém da sua família vir te visitar toda semana, porque simplesmente sente saudade de conversar com você, te abraçar e saber como você tá. Que antes de amores eternos, eternos sejam os sorrisos dos nossos amigos, as mensagens da sua mãe no celular e as conversas infinitas no msn.
Já fui muito de dar valor a coisas fúteis, sim. E eu tenho orgulho de mim mesma por hoje poder dizer que eu cresci. Que eu não julgo mais por aparências, que eu não quero mais saber qual é a marca do carro, da roupa e o modelo de celular da outra pessoa. Não me importo mais com a quantidade de dinheiro na conta bancária, com a idade, com o que faz da vida ou o que não faz. Eu só me importo com o que ela sente em relação à mim e com o que ela me faz sentir. Viver a vida dá um puta trabalho, mas também dá uma felicidade que não dá pra explicar quando a gente vê que a cada dia, ela faz a gente crescer bonito.
Eu sei que é tudo muito mais profundo e mais complicado do que isso e o que eu escrevi pode soar bem superficial (eu mesma já me peguei toda acabada em textos que às vezes releio), mas tente pôr a essencia de tudo isso em prática. Comece dizendo "chega" pra certas pessoas, comece falando pra si próprio que você é mesmo FODA.
E também comece a notar mais as pessoas na rua, tente ver que nem todo mundo é tão fora do seu interesse assim. Repare em sorrisos, olhos, mãos, cabelos, gestos, jeitos. Talvez você se apaixone mais vezes. Talvez você se apaixone melhor, tolere melhor, não "pegue nojo" tão rápido. Procure saber os sonhos de quem dorme ao seu lado. Talvez assim como você próprio não queira ver as qualidades dos outros, os outros também não vejam as suas e, conseqüentemente, não te tolerem também. De longe, acho que o que falta mesmo na gente é tolerância.
PS: Pra você que fez aquela listinha das coisas imprescindíveis a fazer antes de morrer. Lembra do item depois ou próximo do dos filhos? Lê ele e vê a sensação que te dá. Não se sentiu uma boba? Agora vê se eu não tinha razão na nossa conversa de hoje à tarde! Por último, aproveita e risca bem essa frase o quanto antes possível, não se deve desejar alguém assim pra gente.
(E que, mesmo assim, eternas sejam essas listas! ;P)
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Se algumas dessas frases desembaralharem mais tarde, prometo que te mostro. Ou melhor, eu ligo o caps lock.
Acho que o John Mayer que ta tocando aqui anda me deixando muito exagerada. Acho que o teclado do laptop novo anda sabotando meus acentos e, junto com a cor do teu olho, minhas frases. Acho melhor eu dormir, porque tudo o mais que eu disser hoje podera e vai ser usado contra mim.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
O que deu em mim? Eu. Que sempre achei tão fácil mentir, atuar e desmentir. Eu: taurina, egoísta, realista, multipolar, auto-suficiente, cética, inconformada, (in)segura, insuportavelzinha e, de vez em quando, modesta.
Eu que sempre duvidei do ar que eu respirava, que sempre detestei jogar pra perder, que sempre adorei dar a cara a tapa e tirar na hora em que ia doer. Que sempre priorizei a palavra "EU".
Andressa - filhinha-de-papai, Tapense, às vezes mimada, às vezes pirada, às vezes mudada, às vezes adaptada. Às vezes ódio, às vezes saudade.
Eu, aquela garota que queria - e ia - viver pra sempre, que queria voar e apenas ser.
Logo eu, que te odeio pra sempre.
Live forever, my friend...
Do astro do rock ao terrorista. Em 3 segundos.
Algo do tipo aconteceu esses dias comigo. Numa finaleira de noite, alguém soltou uma pérola mais ou menos assim: "... E foi aí que eu larguei tudo e virei um astro do rock."
Pronto! Passei do pacote de salgadinhos à fome no mundo em 3 segundos.
Não sei e nem quero saber se essa frase, que na hora soou engraçada, faz algum sentido maior pra quem falou ou se foi uma mera constatação. Mas eu - que tenho mania de fugir com pensamentos de onde eu tô e desenvolver toda uma teoria pra mim mesma enquanto o resto continua conversando - peguei aquela frase, tirei ela do tempo e espaço que todo mundo tava e a encaixei em outros lugares. Pra mim, a essência dela faz todo o sentido.
A gente tem mais é que largar tudo e ser. Ser o que a gente quiser, fazer o que a gente quiser.
Vamos sair por aí e virar protagonistas de algum filme fabuloso, vamos virar dançarinos, astronautas, historiadores, mendigos-de-banco-de-praça, presidentes da república, astros do rock, viajantes sem rumo, donos de alguma cabana na praia, cientistas loucos, personagens de contos de fadas, escritores, poetas, strippers, virgens, gângsters, terroristas, sei lá.
Não precisamos necessariamente dar um sentido real à frase lá do início. No caso do amigo que falei, coincidentemente foi. Mas eu tô falando de ser mil e ser uma pessoa só, ser uma coisa diferente a cada dia, mestres de obras da nossa vontade, astros da nossa própria vida.
Quem liga se der tudo errado? E daí se a gente sonhou em ser uma barbie e não deu certo? (a Susie é muito mais interessante). E daí ter medo de a parte do mendigo-de-banco-de-praça virar real? E daí que você quebre a cara e fique de nariz vermelho e olhos inchados? E daí se a Cinderela não ficar com o príncipe? (Eu sempre torci pras filhas da madrasta).
E daí se gente não souber que caminho seguir ou por oude (re)começar? O começo é sempre em branco...
Se a gente cair ou alguém nos derrubar, qual o problema? O jeito é sacudirmos a poeira e rirmos de nós mesmos por termos sido tão ingênuos, porém felizes. Quem aprendeu a ser o que quiser, tem que aprender a se levantar.
Vamos deixar nossa fantasia se confundir com o nosso dia. Passe dos limites divinos. Melhor tentar do que viver de figurante a vida inteira.
Como diria o Lulu Santos, vamos nos permitir.
PS: Desculpem o texto descaradamente clichê, mas eu não tô nem aí. Tô nem aí pro que disserem, nem aí pro que pensarem. Tô nem aí pra quem acorda todo dia no mesmo horário, espalha sorrisos falsos e na hora das refeições mastiga, engole e digere frustração. Hoje eu tô sem rumo, hoje eu tô com peito (e não falo dos 275 ml), hoje eu tô virada em vontade, hoje eu tô sem paciência pra conformismo, hoje eu tô filósofa do boteco-do-Zé-da-esquina, hoje eu tô de bem com o meu mundo e não tô mesmo nem aí pra quem não tá aí pra mim.
Hoje eu virei cientista louca e criei uma bomba. E, ainda por cima, eu tô terrorista.
terça-feira, 8 de julho de 2008
De quantas vezes odiei, de quantas vezes me envenenei, de quantas vezes tentei me devolver pra mim mesma através dos dias tentando uma substituição sem importância.
Toda essa verdade vai ficar guardada numa caixa qualquer - que esconde restos que a gente não joga fora, mas também não mostra e não olha.
Coisas que antes não faziam a menor diferença e que agora, mesmo eu não querendo, fazem.
Mais uma mutação...
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cada suspiro, cada esforço, cada vontade, cada gesto inconsciente - eu vivo tentando sentir melhor, agir melhor, viver melhor, SER melhor.
Eu sei que eu posso ser várias, ser o que eu bem quiser - de acordo com a minha necessidade.
Nós temos a capacidade absurda de nos transformarmos no que nos faz conseguir resistir, suportar melhor. A gente nunca afunda ou desiste, nós somos incríveis demais pra isso.
A tarefa de conduzirmos nossa própria vida exige muito,precisamos ser super-homens ou super-mulheres 24 horas por dia.
Precisamos ser inacreditavelmente fortes pra sustentarmos esses corações que, não importando o que a vida apronte, nunca param de bater.
domingo, 6 de julho de 2008
É incondicional. E é sincero.
Arranca um sorriso do rosto mesmo nos momentos de maior desintegração. Mesmo quando você acha que muito do que você costumava ser se perdeu... ela vem, pula em cima de ti, lambe tua bochecha e te faz ver que as coisas NUNCA são bem assim.
Lua, eu te amo.
Você bem que poderia viver pra sempre.
PS: Pra quem não sabe, a Lua é minha Yorkshire. Dona dos olhos mais inquietos e compreensivos que eu já vi nesse mundo. Felicidade traduzida em latidos e lambidas pela manhã.
sábado, 5 de julho de 2008
É nessas horas de dor de cabeça inacreditável, febre de 40 graus, visão escurecida e um dia inteiro de cama e edredom que a gente sente mais saudade e se emociona com pequenos gestos de quem se importa com a gente.
Obrigada por me ligar de 5 em 5 minutos só pra se certificar de que eu tô bem. Me dá uma dorzinha e uma vontade de chorar só de entender e ver o que tu estás fazendo por mim. Desculpa se, às vezes, eu te choco com o meu realismo exagerado, mas eu só quero que depois da esperança tu não venhas a te decepcionar. Infelizmente, há coisas que a gente não controla, a gente só aceita.
E não fica com medo, por favor, eu te peço.
Tu és a principal causa da minha felicidade, e ouvir a tua voz de choro me deu muito mais desespero do que todos os outros problemas que eu tenho. Perto de ti, o resto é secundário, entendes?
Chega a doer imaginar um dia a minha vida sem ti e tudo o que tu significas pra mim.
EU TE AMO
sexta-feira, 4 de julho de 2008
A situação ridícula em que você se encontra não conseguindo se concentrar 100% na SUA vida, nas SUAS coisas.
Você se sente patética ao acordar no meio da noite sem sua cabeça conseguir comandar qualquer pensamento, a pensar porque você consegue tudo o que quer menos o que depende de uma só pessoa. Você se sente impotente ao perceber que você não pode mandar nas vontades de algum outro desgraçado.
E você não sente mais vontade de estar com outras pessoas (por que sabe que poderia ser melhor), mas beija todo dia uma nova, pra ver se acha o pedaço de você que ficou perdido no ar ou mesmo pra dar uma disfarçada. Mesmo assim, todos esses dias você volta pra casa, fecha os olhos e pensa no mesmo infeliz. E pensa a que ponto chegou, obviamente.
Então, pra não jogar a culpa na sua própria incapacidade, joga a culpa nas demais pessoas (é CLARO)... afinal, quem mandou tanta gente ser tão medíocre? Por que as pessoas têm a tendência a não serem o que se espera? Por que é tão raro achar alguém aceitável e que nos contente?
Daí quando você percebe que tá bolando o décimo quinto plano de reconquista infalível com um pote de sorvete de chocolate e quase ao som da música do Titanic é que você fala que nunca mais - NUNCA MAIS - vai entrar nessa decadência de novo. Vai amar a si mesma acima de tudo, vai se afastar de qualquer coisa parecida com paixonite assim que o alarme apitar. Afinal, não precisamos de paixão, né? É um tipo de degeneração, um tipo de desvio do nosso próprio caminho.
Isso é pra qualquer mortalzinho... não pra você, tão impecável nas obediências à própria cabeça, tão senhora de si, tão quase-perfeita. Não mesmo, bonitinha!
Tanto você tenta, se isola, vai pra lá, vai pra cá... até que passa! PASSA (sempre passa)!!!
Então você vive de novo como sempre foi. Evolução em cima de evolução, arraso atrás de arraso. Até que cansa, e você - BURRA - vai lá e procura o quê?? PAIXÃO. Porque agora mudou de idéia. Agora acha que ninguém vive sem paixão.
E, por incrível que pareça, por mais que você achasse que nunca mais ia achar (e acha, o pior é que a gente desenterra e ACHA), vem alguém que você não sabe de que buraco saiu, alguém de novo diferente de todo mundo e puf - te derruba. Aí você reclama que tá decaindo, que onde já se viu ficar assim por alguém e blábláblá... a mesma conversinha de sempre.
E começa o ciclo tooooooodo de novo.
Ora, faça-me o favor né?
A verdade é que a gente não precisa de alguém pra reafirmar o que a gente é. Toda espécie de dependência é decadência. É preciso nos condicionarmos de modo a ficarmos imunes a qualquer tipo de sentimento que atrapalhe nossos objetivos maiores. Nosso maior dever é a própria realização, e se sentimentos como esse se transformam em um obstáculo, é melhor aprender a controlar na hora certa.
É, destino! Anda pregando muitas peças. Mas eu nunca, never, neeever, nunquinha admito. Sou muito mais eu (e você).
Agora, meu querido, eu já sei lidar com todo esse mal.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Terça-feira, 05:58 da manhã. Salto doze, cabelo solto, olhos vermelhos devidamente maquiados. E um impulso de sair 508 porta afora e ir parar em qualquer lugar, desde que eu me encontre. Desde que talvez a gente se encontre.
Aquela perfeita revelação, aquela satisfação comigo mesma. Essa capacidade de aprender, mudar, desaprender e - acima de tudo - (sobre)viver. Tudo em cinco minutos.Vai entender, né? Ainda bem que a gente tem a gente.
Ai, vida! Onde é que a gente descobre a tua previsão do tempo?
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Pra um duelo honesto é preciso, antes de tudo, igualdade entre os inimigos. Não se faz guerra com alguém que a gente despreza ou está abaixo.
Primeiro: deve-se atacar coisas que sejam vitoriosas (ou esperar até que elas se tornem). Segundo: ataca-se e compromete-se sozinho, sem a ajuda de aliados.
Terceiro: apenas ataca-se coisas onde não exista qualquer tipo de diferença pessoal.
Atacar é uma prova de querer bem, ou até de agradecimento.
A gente deve se honrar com o fato de unir nosso nome a uma coisa ou pessoa. Pode ser contra ou a favor.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Seria alguém capaz de descobrir ou pelo menos entender o que se passa?
Será que, pela primeira vez, eu tô sozinha nessa?
E não é depressão, a minha alegria de viver nunca desaparece.
São só esses momentos de escuridão, insônia e cabeça a mil. Esses momentos em que verdades ficam absurdamente claras.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
NOSCE TE IPSUM
Melhor saber ou não?
Precisa-se de coragem pra buscar a verdade. Ficar na dúvida é tão mais fácil, não é?
A dúvida é menos dolorida, menos solitária, já que ela sempre vem acompanhada da esperança. É bom se enganar, mas é covardia.
A gente tem medo da verdade, medo de que nossas próprias certezas sejam destruídas.A partir do momento em que nós sabemos a verdade, não é mais possível voltar atrás. NUNCA MAIS. Não existe o botão "delete" na nossa mente (infelizmente). Dá até vontade de fazer aquela cantoria do "NÃO TÔ OUVINDO, NÃO TÔ OUVINDO"... gritar pra não arrancarem nossas ilusões.
É preciso ser profundo pra entender, ser abismo.
Será que a gente realmente conhece a nossa própria dor? As nossas paixões mais intensas? A nossa realidade sem fantasias nem enfeites? Os nossos medos que mais perturbam?Ou a gente só intui ("coisas desse tipo a gente não intui, a gente é ou não é"), seleciona e separa o que convém e o que não convém? Afinal, não existe perigo maior do que ver a si mesmo, cara a cara.
"Entende-se o Hamlet? Não é a dúvida, é a certeza que enlouquece..." - Sim, Nietzsche. Tu sabia e sempre soube.
domingo, 29 de junho de 2008
As coisas por aqui andam muito frias
Tenho vivido dias de auto-conhecimento. Nesses últimos dias da minha vida real, tenho aprendido a sorrir, a quase-sofrer, a entender coisas que antes não tinham explicação, a jogar fora o que não me faz bem e a procurar o que me faz. E isso tudo a gente aprende acertando sim, mas errando também.
Só não consegui aprender a chorar, e essa é a minha busca: sentir. Nunca chorei por nada, a não ser por raiva ou por pena.
Minha alma e pensamento gritam por algo para amar. Algo que me faça sentir, que me faça acordar, que me transforme em pedaços e que cure a minha falta de fé.
Eu nunca acreditei em um Deus. Eu acredito que exista uma força maior que a gente não consegue definir, alguma teoria que explique toda a interligação desse mundo. Mas não acredito que pedindo a gente receba alguma coisa. Só acredito em atos ou na falta de atos, coisas - eu disse COISAS - que corremos atrás e conseguimos por nós mesmos.
Isso talvez signifique que a minha fé quer dizer auto-estima. Mas eu não acredito em mim mesma.
É por isso que eu busco a fé. Passar a acreditar em alguma coisa, pode ser em um Deus ou em mim. Nunca se sabe quando nossas convicções vão parar de mudar, não é?
Uma das pessoas que eu mais amo nesse mundo me disse que eu não sou muito humana. E a minha dor foi por perceber que eu não senti dor ao saber disso.
E aí vem o meu próprio questionamento: que tipo de pessoa eu me transformei? Enquanto muitas pessoas quebram por dentro por amar demais, eu estou quebrada por não amar e não sentir, por deixar minha razão mandar no meu coração. Enquanto muitas pessoas dizem que a fonte secou, eu digo: eu nunca tive fonte.
É por isso que eu idolatro o amor e a fé - são estágios em que eu nunca consegui chegar.
Talvez eu use a explicação da maioria dos critãos: é castigo por negar tudo que valha alguma coisa.
Juro que quem me vê na rua não percebe tudo isso, toda a minha decepção comigo mesma. Mas meus olhos não mentem. Ainda bem que muitas pessoas não podem e nem conseguem ver.
Se eu pudesse eu mudaria. Mas minha mente não ouve a minha voz, por mais alto que eu grite.
Enquanto isso, eu espero...
sábado, 28 de junho de 2008
Destino: Me mostra muitas muitas muitas muitas coisas mais do que essas que eu conheço?
Tédio: Dá pra parar de me acompanhar em alguns momentos?
Em um determinado momento da nossa vida, certas coisas não fazem mais sentido e é preciso procurar por algo mais, em outros lugares. Em outras vidas.
Alguma coisa absurdamente nova, que faça meus olhos brilharem como há muito tempo não brilham, que faça meus olhos enxergarem mesmo quando estão fechados. Alguma coisa que eu ainda nem sei o que é e talvez ainda nem exista.
Vivemos esperando o dia em que seremos melhores.
Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo.
Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre.
Vivemos esperando dias melhores pra sempre.
Ai, Jota Quest! Como tu me deixas exagerada.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
"Há tantas auroras que ainda não brilharam"
Assim, olhando pra algumas palavras e na verdade não vendo nada é que surgem os nossos alarmes repentinos. A única palavra que define é: epifanias, pequenas epifanias. Tão assim... epifânicas.
Então me vem à cabeça a imagem de uma mulher chamada Lou Salomé. "Raio de sol", vontade imensa de viver tudo o que há pra viver. Procura da lucidez e da felicidade como condição natural e destino do homem, porque assim o espírito descobre forças que achava que não possuía. Através de outras pessoas, descobre a reconciliação com ele mesmo.
Repito: 17:05 da tarde, meu momento epifânico. Atrasado.
E é bem nesse horário que eu balanço a cabeça, pego a minha bolsa, pago a conta e vou embora sem nem olhar pro lugar que eu deixei vazio.
No meio do caminho ainda resolvo passar no shopping da rua seguinte pra comprar alguma nova paixão: sapatos. Afinal, às vezes é melhor abstrair e deixar nosso lado mulherzinha aflorar.
"A violência do espanto que cada um produz sobre o outro.É terrível de dizer, mas, no fundo, a gente não está querendo saber 'quem é' ".
Disfarce, minta, esconda, dissimule, invente, lance mão do que bem quiser. Ou pelo menos, tente. Pode ser que você não seja uma atriz espetacular, mas nunca conte detalhes. Nunca conte o resto.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Discordei, mas é verdade.
Acontece que eu venho duvidando de tudo.
Quando tudo tá dando certo, eu tenho a tendência a achar que não pode ser possível.
Não comigo... Pegadinha! Aposto!
Mas eu não sei mesmo aceitar a felicidade de mão beijada, desconfio quando não há dificuldades.
Talvez eu ache que não sou capaz de algumas coisas, talvez eu desconfie até de mim mesma.
Quantas vezes eu já quis falar tanta coisa e desisti, pois achava que eu não tinha o direito?
Quantas vezes não demonstrei o que eu senti por medo de não ser correspondida?
Quantas vezes não percebi que gostava muito de alguém e fiz questão de disfarçar com tanta intensidade e esconder de mim a verdade?
Desisti tantas vezes do que eu queria porque achava que o meu caminho era outro e que eu não merecia. E depois ficava em pé de guerra comigo mesma por saber que eu merecia sim, e não devia abrir mão tão fácil dos meus objetivos.
Ensaiei e escrevi todas as cenas, e no fim percebi que eu era mesmo uma atriz amadora que não sabe sequer ser dirigida. Nem por ela mesma, nem por ninguém.
Talvez eu nem devesse questionar minhas dúvidas. Afinal, quem é que não tem?
Mas é que eu venho mesmo duvidando de tudo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Você nunca precisou de armas contra mim, teu trunfo sempre foi usar esse teu olhar. Eu não te perdôo por isso.
Não te perdôo por esse controle tão absoluto sobre mim, por esse teu jeito de olhar que acaba tanto comigo e que eu tanto amo e que eu seria capaz de tentar guardar numa caixinha se fosse possível, só pra poder ficar olhando e olhando e olhando. E também pra poder sentir toda a intensidade que ele me passa, sensação única.
Complicado é saber que eu posso estar vivendo várias situações legais, mas depois que a gente sabe da existência de algo ou alguém... aí tá tudo perdido. Algo como umas frases de um autor que eu gosto muito:
"Você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo.”
A única saída é esperar passar. Substituição é massacrante, tenho tentado.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Pois se eu me comovia vendo você. Pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo... meu Deus, como você me doía de vez em quando...
Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça... então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada... só olhando e pensando: meu Deus, mas como você me dói de vez em quando."
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Mas confusa, perdida, sozinha, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente.
Como pude cair assim nesse fundo poço?
Quando foi que me desequilibrei?
Não quero me afogar: Quero beber tua água. Minha sede é clara.
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
C. F. Abreu
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Acontece que muita felicidade não é nada aconselhável, porque a saudade de dias muito bons acaba sendo muito mais durável do que esses momentos que a gente vive (e que parecem não ter nem um terço da duração das horas do dia-a-dia).
Eu já tinha notado isso, mas não tava tão claro como há uns dias (e também porque eu não queria dar o braço a torcer). Eu quero poder assistir à um show e não te imaginar do meu lado, eu quero olhar pras homens que estão na mesma festa e pensar qual eu vou beijar hoje (e não ficar comparando todo mundo contigo, como eu sempre faço - até porque daí eu nunca vou me contentar com ninguém mesmo), eu quero ouvir uma música que fale de coisas legais sem aplicá-las à minha vida ou à minha situação (melhor ouvir só por ouvir).
Eu não consigo ser tão feliz - e eu sei que eu consigo ser muito mais - se aquele determinado alguém não está no mesmo lugar que eu estou. Acontece que eu quero ser 100% eu em qualquer lugar. Em casa, em um show, em uma festa, na academia, na faculdade, na rua... Com aquela presença ou não.
Será que eu preciso aprender a ser normal, ou todo mundo é assim?
Aliás, o tempo passa tão rápido que daqui a pouco faz um ano que não vivo o mesmo momento que tu. Isso quer dizer que sou quase um ano só 50% eu? Não pode ser possível, hahahaha. Pra gente ver o que é a nossa mente: mesmo tendo consciência das coisas de que precisamos nos livrar e dos nossos defeitos, ela não muda!
Preciso da cura, ou então uma dessas maquininhas de voltar no tempo (quem sabe se eu evitasse o dia em que eu te conheci as coisas não teriam sido diferentes? De novo o tal do efeito borboleta!)
Bom, como em toda doença que não tem cura, voltamos àquela história de reabilitação!
Pra os que perguntam porque eu nunca namoro, acho que tá explicado.
Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Pra todo mal.. A CURA!
(Lulu Santos)
domingo, 14 de outubro de 2007
Garota bobaaa, estúpida, inconstante.
Passou o dia das crianças e eu deveria ter escolhido um brinquedo novo - afinal, eu sempre faço isso.
Vai lá e escolhe, 6 ou 7 opções (de mim pra mim mesma).
Tá, talvez eu não mais queira opções.
Reciclagem, R-E-C-I-C-L-A-G-E-M. Parece que é a nova moda.
Mania de garota mimada achar que não há distinção entre brinquedos e outras coisas.
Ah, se o mundo girasse ao redor de mim...
PS: Não conheço ninguém que perca as coisas tanto quanto eu. Desde coisas à pessoas.Vou fazer uma lista disso também!
domingo, 7 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Preciso de mais neurônios, paciência.
Parei de funcionar.
A única palavra que eu penso em escrever agora é: BRANCO (ou talvez osteoblastos, osteoclastos e matriz óssea).
QUE SACO!
Quero contratar uma substituta pra essas horas. Aí vou poder estar presente em todos os lugares agradáveis que eu quiser. Sem compromisso, sem preocupação. Apenas estando, sendo (ser e estar).
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Talvez seja o rosto que não consegues esquecer.
O caminho para o prazer ou para o desgosto.
Talvez seja o tesouro ou o preço que tenhas que pagar.
Ela talvez seja a música de verão.
Talvez seja o frio que o outono traz.
Talvez seja centenas de coisas diferentes em um dia inteiro.
Ela talvez seja a beleza ou a crueldade.
Talvez seja a fome ou a abundância.
Talvez transforme cada dia em um paraíso ou em um inferno.
Ela talvez seja o modelo de todos os seus sonhos.
O sorriso refletido em um rio.
Ela talvez não seja o que ela parece (dentro dela mesma).
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
De quem os olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos (ninguém pode vê-los quando eles choram).
Ela talvez seja o amor, que não espera que dure.
Talvez venha a ti das sombras do passado (que irás te lembrar até o dia da tua morte).
Ela talvez seja a razão pela qual vives.
O porquê e pelo que estás vivendo.
A pessoa que cuidarás nos tempos e nas horas mais difícieis.
Tu irás levar os seus sorrisos e as suas lágrimas.
E farás deles todas as suas recordações.
Para onde ela for, você precisa estar lá.
O sentido da sua vida é ela.
She, she, she.
Elvis Costello
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Eu não sou igual a ti. Eu não fico chorando pelos cantos, com pena de mim mesma. Me desculpe, mas isso não é pecado. Tu me olhas como se eu fosse uma insensível, mas na realidade eu não vejo mal nenhum em tentar resolver meus problemas em vez de ficar me lamentando sozinha.
Perdi a confiança. E não é a primeira vez que isso acontece.
Na maioria das vezes tu vês só o superficial das brigas, e acabas não percebendo que o que me incomoda são outros aspectos. E esses são bem menos superficiais.
Ttu estás afastando muita gente de ti por causa desse teu temperamento.
Tu não tens capacidade de ouvir nenhuma crítica, ninguém aguenta não conseguir se comunicar por muito tempo. E tu sabes que eu não tenho paciência nenhuma.
Eu não aturo por muito mais tempo, não. Embora eu precise de ti, não é a minha única saída.
domingo, 30 de setembro de 2007
É que você sempre faz isso comigo.
Eu não fico imaginando como seria se tudo tivesse sido diferente, se algumas coisas não tivessem acontecido, ou se tivessem acontecido em outro momento. Acho que tudo deveria ter ocorrido mesmo como foi. Eu é que deveria ser diferente. O mesmo eu digo pra você.
Se você fosse diferente do que é, e eu diferente do que eu sou.. talvez você estivesse aqui enquanto eu escrevo.
Mas em vez disso, eu me prendi aos meus segredos, não te dei permissão pra saber o que se passava na minha cabeça. E você, com essa mania de me imitar, fez exatamente igual.
Resultado: nem revelando, nem entendendo, nem revivendo, nem reescrevendo, nem nada. Absolutamente sem conserto (e saber disso acaba comigo).
PS: Pior do que comigo, o que acabou com você foi o seu egoísmo exagerado. Essa convicção idiota de que todos acreditavam cegamente no que você. E às vezes o que você falava era completamente tentador, a vontade de acreditar era imensa.
Já notou que agora ninguém mais acredita? Eu não sei se eu sento e assisto rindo, porquê você mesmo se deu uma rasteira feia e merecida, ou se eu sinto pena da burrice que cometeu achando que era mais esperto do que todo mundo. Mas sentimento de pena pra mim não é um sentimento digno. Eu odeio sentir pena, te diminui e me dimunui.
Eu acho que fico com a primeira opção (embora trágica, você não sabe como ela me diverte).
Não falar de ti ainda é extremamente péssimo pra mim.
Ouvir falar de ti ainda é extrememente péssimo pra mim.
Acho que tu és um bilhete em si. Um lembrete pequeninho que tá sempre jogado ali no cantinho. Volta e meia ele aparece. Com aquela mensagem ótima, mas instantânea. Acho que nenhuma mensagem muito complexa pode sair de ti. Tu és muito pequeno... fragmento, quase pó. Sou alérgica a pó, me faz mal.. não suporto. Não te suporto (nem tu, nem o teu jeito de ser). E por um outro lado, fui viciada, acostumada. Ou melhor, me viciaram. Difícil mudar velhos hábitos.
Eu não suporto a mim mesma. Nós somos iguais. Sempre fomos.
sábado, 29 de setembro de 2007
1- Acabe assim, sem mais nem menos, sem uma mísera explicação. O cara vai ficar superconfuso.
2- Faça cara de nojo quando ele tentar beijá-la. Não esconda sua antipatia.
3- Seja fiel consigo mesma. Se der na telha, fique com outro na frente dele.
4- Se puder, aponte falhas em relação à masculinidade dele. Se ele não tiver nenhuma, invente. Ah, na frente dos amigos, claro.
5- Quando acabar, não perca tempo encontrando-se com a criatura. Acabe via fax, e-mail, msn ou até mesmo orkut - assim todo mundo fica sabendo na hora.
6- Mas se for encontrar o chato, marque encontro no lugar favorito dele, para ele ficar com uma péssima lembrança do local.
7- Depois do namoro, esforce-se para desfilar com novos homens lindos nas baladas, na rua e na frente da casa dele.
8- Se ele ligar implorando para voltar, seja gentil, marque um encontro e não vá.
9- Conte para todos com ele a magoou para que ele fique como o vilão da história.
10- Você pode reatar novamente, para acabar em seguida e repetir tudo de novo.
Geralmente não penso muita coisa quando eu acordo. Hoje estranhei, acordei pensando sem querer em olhos de pessoas. Ou melhor, jeitos de olhar. Geralmente eles são minhas lembranças mais marcantes de qualquer personalidade.
E quando eu falo disso, é porque é muito verdade. Caso contrário, eu fico quieta.
Eu julgo pelo olho.
Na realidade, não sei se dá pra entender.
Acho melhor eu voltar a dormir. Whisky em open bar a gente sente o efeito no outro dia.
E eu acho que ainda tô sob algum efeito (talvez esse, talvez outro).
Ai, essa minha falta de clareza... (faço questão, muita questão).
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Mas é só pra deixar claro que o modelo que eu idealizei, não tá descrito aqui. O que eu já descrevi aqui seria exigir demais. Tudo o que eu escrevo aqui descreve algo que fez parte dos meus dias, mas isso não quer dizer que eu tenha falado o tempo todo de uma só pessoa, ou o tempo todo só de mim. Eu falei sobre ti, sobre mim, sobre ele, sobre o outro, sobre amigos, sobre alguém que não existe, sobre certas situações... enfim, sobre tudo ( e sobre nada também).
Eu não tenho esperado por ninguém (até porque eu sei que não iria adiantar nada esperar, eu não perco meu tempo), eu só tenho esperado por ALGUÉM (e isso é bem diferente). Talvez o meu alguém esteja ali na esquina, ou no supermercado, ou naquela festa, ou talvez não. Sei lá.
Eu quero aproveitar meu tempo, totalmente e intensamente. E pra isso eu preciso deixar de lado esse modo de espera. Pra isso eu preciso deixar claro (principalmente pra mim mesma) que eu não estou de olhos fechados pro mundo.
Aaah, e a propósito... pra quem achou que eu tinha um amor platônico - não, eu realmente não tenho (e olha que até que eu queria!).
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
É claro que, no meu ponto de vista, eles são mais medíocres. Pois nada é mais completo do que a combinação "Letra+melodia", mas os textos não me causam tanta dor.
Às vezes tenho ciúmes de certas letras. E eu não quero competir com refrões. É injusto. Covardia.
Na maioria das vezes, as linhas de cada estrofe foram feitas com muito mais amor do que muita gente já ousou sentir por alguém por aí.
"Essa história começa, assim como a maioria das coisas, com uma música. Afinal de contas, no começo havia as palavras, e elas vinham... acompanhadas de uma melodia. Foi assim que o mundo foi feito, que o vazio foi dividido e que a terra, as estrelas, os sonhos, os pequenos deuses e os animais vieram ao mundo." (Neil Gaiman)
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Gosto da segurança, mas prefiro dizer não ao tédio. Difícil conciliar. Difícil conciliar lados meus tão opostos, eu que nunca fui certa. Certezas são tão preciosas e ao mesmo tempo tão mornas, não sei se você me entende. Por isso alterno, me alterno. Por isso choro, escrevo, invento. Vivo cá, vivo lá.
Eu quero entender o mundo, mas só consigo amar. Penso que se entendesse um pouco de mim eu perceberia mais os porquês e sofreria menos por nada. Mas eu continuo sentindo muito, intensamente, dolorosamente e sem fim. Quando dói, dói muito. Corta, rasga, machuca e sangra. Quando fico feliz, o mundo me engole, cada centímetro de pele vira universo, luz e energia. Vibra! É uma felicidade plena, ma alegria inteira, você consegue sentir meu coração daí? Pegue meu coração nas mãos e veja o mundo pulsar dentro dele. Esse coração me engole! Engole minhas palavras, meu desejo, me alimenta. Uma bateria de mil volts, esse é o meu sentir.
Existe uma frase que diz: "Uma noite estrelada vale a dor do mundo". Leio essa frase e fico submersa. Tanta coisa vale a dor do mundo. Tanta coisa vale a dor do MEU mundo. Você vale a dor do mundo. Nossos amigos, familia, os amores que temos e tivemos. Nossas tardes na praia. Quantas bocas, gostos, cheiros, frases, peles, abraços me valem e sempre me valerão as dres desses e de tantos outros mundos?
Desculpe, eu não sou linear. Eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. Não sou produto, sou só coração. Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me faz escrever, ser e mudar a cada dia. Se eu começasse a escrever minha vida, seria assim: "..." Percebe? Eu sou reticências. Sou 3 pontinhos. Sou o não-dito. Sou emoção e desejo. Palavras são o meu antídoto. Anti-monotonia, anti mau-humor, anto todo o amor que não há.
A vida? A vida, eu não sei. A vida, eu aceito. Aceito viver sem entender. Assim como aceito minha falta de jeito, minha eterna saudade e essa vontade de ser tantas e tanto e ter apenas um coração.
A verdade é que sou intensa demais e não há quem dê jeito nisso.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Será que eu sou tão superficial assim que um segundo só já apaga a maioria dos sentimentos que eu tinha aqui??
Minha procura infinita: estabilidade (dos meus pensamentos, dos meus sentimentos, disso tudo que eu chamo de "Eu").
Saber do certo não me basta, por mais que eu diga pra mim mesma o que se deve fazer, meus pensamentos nunca combinam com meus atos. Isso me deixa profundamente irritada. Isso acaba comigo e com tudo o que eu tinha construído e planejado.
Reabilite-se garota... assim não dá pra aguentar!
Ignore, finja que não existe, se tranca no quarto... sei lá.
Normalidade.. cadê?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Se as pessoas soubessem o quanto conseguem simplesmente por não anunciarem tudo o que fazem, seriam adeptas do segredo.
Eu não faço questão nenhuma de contar tudo o que eu já vivi, todos os momentos bons que eu já desejei e consegui. Já teve um tempo em que eu adorava contar minhas vitórias, mas ultimamente não tô nem aí.
Não me satisfaz mais que saibam o quanto já fui feliz.
A infelicidade alheia já não me causa tanto prazer.
Não contando, não há quem nos lembre. E há detalhes que certamente tenho esquecido (será que vou continuar esquecendo pouco a pouco, até que tudo se reduza a quase um relâmpago?).
Se você ama algo, por favor... não deixe que os outros tomem conhecimento disso.
É burrice. É quase renunciar ao que se ama.
Hoje só existe a mulher. Castidade e magia. Cetim.
Hoje vou fazer o retrato falado de mim: Primeiro salto, oito e meio. Vestido pérola e qualquer coisa enrolada no pescoço.
Choque e contraste, segredos mal guardados, tramas de inverno, manhas bem cedo. Naquela época eu tinha uma saia acima do joelho. E manias.
Convém selecionar certas regalias, adoro que me imitem.
Postura fashion, transparências invisíveis à noite e impossíveis de dia.
Uma mulher são várias e uma só.
Mantenho um certo ar psicodélico. Só uso batom e cajal preto quando estou de preto. Azul, quando estou de mal.
Levo pouca coisa na bolsa e levo sustos quando me olho no espelho.
Uma mulher são tantas e uma só.
Faço tudo o que todo mundo faz. Ultrachique. Só mudo os horários, vario os personagens, me divirto demais.
Ninguém percebe.
Alguém me cobre de flores e redescubro a criança que está por trás.
Leio em francês, mal penteio os cabelos e pago caro por tudo. Caso contrário, faria tudo o que todo mundo faz.
Uma mulher é muito mais do que ela sabe ser.
E o resto são fantoches... broches na camisa, um clima dark, temperatura amena.
E eu como tantas, me contradigo. Não faço o jogo da sedução... mas sei as regras.
E o resto são fetiches... Deboches. Beijos em clima de happy end. Champanhe às cinco. Sou eu mesma, esquisita e peculiar.
Uma mulher é uma só. E ninguém mais...
Martha Medeiros
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Odeio o modo como o teu perfume às vezes insiste em ficar no ar.
Odeio teu jeito persuasivo e essa tua capacidade de me deixar sem saber de nada.
Odeio o modo como eu acredito nessas tuas mentiras e a mania impulsiva como você as conta por aí.
Não suporto saber que tu és quase igual a mim, e por isso consegue brilhantemente ler meus pensamentos.
Odeio amar teu gosto musical.
E também odeio o modo como tu consegues fazer sua presença persistir, mesmo quando não tá perto.
Odeio amar o jeito que me abraças, e também como fala comigo.
Odeio você não estar aqui agora.
Odeio saber que mesmo perto, a gente tá cada vez mais longe.
É eu também tenho minha própria listinha das 10 coisas que eu odeio em você...
Na realidade, são mais do que dez. Eu poderia enumerar uma listinha até 1000, com absoluta certeza.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Meus sonhos de 5 minutos têm sido tão marcantes, que parece que eu fiquei dormindo por horas e horas, enquanto eu não consigo dormir mais de umas 3 ou 4 horas por noite.
Às vezes eu me surpreendo tanto, que eu chego a acordar ou aliviada ou decepcionada. Depende.
Mas nesse exato momento acabei de acordar, e tô com medo de dormir de novo.
Ainda bem que meus sonhos não se repetem.
Há quem diga que todas as noites são de sonhos.. e há quem diga que nem todas. Só as de verão.
No fundo, isso não tem lá muita importância. O que importa realmente não são as noites em si... são os sonhos. Sonhos que a gente sonha sempre, dormindo ou acordado.
Shakespeare - Sonhos de uma noite de verão
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Há coisas que eu realmente não me importo que os outros vejam, porque o que realmente importa é o ângulo como eu vejo as coisas. Isso eu não suporto compartilhar. Se depender de mim ninguém nunca vai saber o que eu vejo e como eu vejo (nem a quem eu vejo).
Coisas que não têm explicação. E que mudam, se renovam, se perdem, aí depois surgem coisas novas... e voltam os meus mesmos métodos, mas com outras coisas... e de novo, e de novo...
Essa complexidade me apavora tanto (ainda bem que eu sou uma só, pois "ser" é bem trabalhoso, pqp!) que às vezes eu tenho que parar tudo e falar pra mim mesma: "calma aí! o que tu tá fazendo????? Vai agir direito, e de acordo com o programado!"
Por sinal, hoje não segui minha programação... na outra segunda eu começo!
(Pior que além de depender dos meus atos não programados, ainda tenho que depender dos atos e vontades de outras pessoas).
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Eu sinto falta de sua risada... como ela acabou?
E quando seus olhos começaram a mostrar falsidade? Espero que você esteja tão feliz quanto está fingindo.
E todos os prêmios de "Melhores Decepções" e "Histórias Engenhosas" vão para você.
A maioria das coisas que eu faço, penso, sinto e vejo é realidade pura.
Existem muitas e muitas coisas que eu ignoro. Mas a ignorância é uma dádiva.
Eu quero explicações pra tudo, embora tenha coisas que eu realmente não queira saber.
É, sou bem real.
"Já não me preocupo se eu não sei porquê, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.
Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?"
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Mesmo antes de te conhecer.
É esse modo e jeito que eu tenho de lidar com as pessoas que me derruba todo dia. Eu venho estragando tudo desde os primeiros segundos de cada pensamento e ação que eu tenha feito.
Essa minha consciência de que eu não sei como agir em certas ocasiões pelo menos me faz ter esperança de que eu consiga mudar a mim mesma, já que eu sei a origem do problema. E essa mudança só depende de mim (o que já torna tudo bem mais difícil).
Old habits die hard!!!
Tenho pensado nisso nos últimos dias...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
sábado, 4 de agosto de 2007
Mas ainda adoro palavras desperdiçadas, porque aprendi a usar tudo a meu favor e enquanto mil mentes pequenas perdem seu tempo criticando, eu só tiro delas o que é útil pra mim. E o que não é, eu uso apenas pra me divertir.
"Palavras, nada mais que palavras. Para todo o mal debaixo do sol, há um remédio ou não há. Se há, procure achá-lo; se não há, não se incomode. Pois a coragem cresce com a ocasião.
Que formosa aparência tem a falsidade.
Ri-se da cicatriz quem nunca foi ferido. Sabemos o que somos, não sabemos o que podemos ser".
Shakespeare
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Nietzsche
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
terça-feira, 31 de julho de 2007
Eu só queria alguém simples e seguro. Que me levasse a lugares simples e seguros.
Queria que você fosse simples e seguro.
Me leva pra qualquer rua, pra qualquer cinema, pra qualquer lugar.
Me faça cócegas e ria comigo (e de mim).
Não diz nada, apenas seja mais eu do que você.
Não, não te encontrei. Ainda.
Não, também nem sei quem é você. Ainda.
(Só queria que as coisas fossem diferentes. E é melhor acreditar.)
Você por quem eu passo todos os dias.. Chegaste a interessar-te por mim? Aproveitei meu tempo olhando pra ti? Qual foi o entendimento que não chegamos a ter? Qual foi a vida que houve nisto? Que foi isto para a vida?
Melhor não aproveitar o tempo.. Nem tempo, nem ser, nem memórias de tempo ou de ser.
Fernando Pessoa
domingo, 29 de julho de 2007
Maybe I don't really want to know how your garden grows, because I just wanna fly. Você também precisa aprender a ridicularizar! É saudável!
Nietzsche
Gente... gente por todos os lados. E mesmo assim, por aqui as coisas continuam desertas.
