sexta-feira, 8 de março de 2013

TOP 6 músicas da Eurotrip

Em Fevereiro agora fiz uma viagem com meu namorado pra Itália, França, Mônaco e Portugal. Rodamos uma média de 3300 km de carro. Nesses muitos quilômetros ouvimos também várias rádios. Me apaixonei pelas músicas que estão tocando lá, e acho que posso fazer uma lista das Top 6 que mais tocavam e que eu mais gosto:


1- Asaf Avidan - One Day / Reckoning Song (Wankelmut Remix)



2- Of Monsters and Men - Little Talks (A mais linda!!!)



3- Kim Carnes - Bette Davis Eyes (Essa é antiga, mas toca muito!)



4- The Lumineers - Ho Hey



5- Avicii & Nicky Romero - I Could Be the One



6- Lykke Li - I Follow Rivers






Espero que mais gente goste também! 
Beijos.






quinta-feira, 7 de março de 2013

PARABÉNS PRA NÓS!

Tá que eu já tinha pesquisado sobre ele. Tá que eu achava que ele se encaixava no moreno de olhos azuis que sempre padronizei pro homem dos meus sonhos. Tá.
A verdade é que eu não sabia (quase) nada sobre ele. E, dois anos depois, eu me pergunto: como??!
Me parece impossível entender como - de uma hora pra outra - a gente passa do não saber absolutamente (quase) nada pra saber quase tudo. Como que há dois anos eu negava a existência do que hoje me é tão óbvio e imprescindível?
Bem, eu planejo me casar com ele. E isso por si só já diz o quanto eu mudei e o quanto ele é importante pra mim.

Hoje faz dois anos do momento em que eu li o tão confuso "QUER NAMORAR COMIGO?", coisa que eu nunca mais vou esquecer. Coisa que eu nunca mais quero deixar de comemorar.

EU TE AMO


domingo, 18 de abril de 2010

o meu mundo.

Eu conheço a história de uma guria que pensava ser muito cedo pra começar a conquistar aquilo que, mais tarde, ela descobriria ser tudo o que iria precisar. Tudo o que que um dia gostaria de acumular.

Começou no dia em que ela teve medo de guardar junto de seus pertences, uma pedrinha. No dia em que ela precisou construir um caminho, ela lembrou que precisaria de uma pedra, então desistiu do caminho também. Quando precisou colocar de pé uma porta, tinha de ter um caminho. No dia em que quis construir uma casa, lembrou da porta. No dia em que precisou construir uma cidade, não tinha casas. Ela, pois então, não poderia ter um estado. E perdeu um país. Perdeu um continente. E não poderia, no final das contas, ter um mundo. Precisava de pedrinhas.

E quem se importa? É complicado demais ter um mundo. É complicado demais seguir caminho com uma pedra a mais a sobrecarregar. É complicado demais entender um lugar onde dois mundos são tão diferentes, onde dois mundos não se misturam e não se entendem, não se compreendem. É que, sem querer, deixamos pra depois tudo aquilo em que se pode colar o rótulo: complicado.

É difícil você me entender, quando mora em um lugar onde a tua língua é diferente da minha, a tua ética e os teus certos e errados são diferentes dos meus, onde a tua porta está de pé, e fechada.

É complicado entender o teu mundo enquanto eu... eu ainda nem sei. Eu ainda nem tenho um.

sábado, 20 de março de 2010

sobre as coisas que eu nunca disse.

Eu te falo que não. Eu te falo que eu sei. Te falo do que eu não fiz, do que eu fiz e do muito que eu ainda faria.
Eu te falei.

E o que será que eu quis? O caso é que todas as minhas tentativas passadas eram temidas justamente pelo receio de chegar a um lugar que eu nunca soube como definir: o desconhecido. E no desconhecido a gente se perde. A gente não sabe onde pisa. Não sabe se vai cair, se vai levar uma rasteira, se vai querer encontrar um lugar seguro.

Eu me desconheço.

Será mesmo que eu quis tudo isso? Eu te digo que não me importo. E eu faço tudo o que eu quero. Até o que eu não quero.
Eu testo todas essas capacidades de perdoar e receber perdão, acreditando que existe alguma coisa maior do que todos esses erros bobos que a gente comete pelo meio do caminho. E são bobos não porque somos ingênuos ou porque somos santos e fingimos não saber a importância das coisas. Eles são bobos pelo significado zero que representaram diante de tudo aquilo que um dia eu imaginei que eu e você seríamos capazes. Do que fomos capazes.
E se eu tenho falhado, é por não saber mais ser tão decidida sobre o que nós dois acreditávamos.

Eu não quero mais prometer. Eu não quero mais ter que te dizer que eu sinto um monte ou então fingir que não me importo. Eu não quero mais ter que passar por ti e abrir o maior dos falsos sorrisos, fingindo que estou melhor do que sempre estive. A importância se traduz em tudo o que deixamos subentendido, nas coisas nunca ditas e que nem precisaram mesmo ser ditas.

Eu preciso de segurança. E não é como voltar pro começo, porque a saudade existe mais do que nunca existiu. Eu nunca estive tão perdida.

A verdade é que eu estou muito longe daqui e bem mais perto de outro lugar.




nosce te ipsum

Conhecer a si mesmo não é só saber precisamente como somos e como sentimos. É saber lidar com todos os pensamentos, vontades, emoções que possam aparecer pelo caminho e que, de certa maneira, interfiram na razão e nas próprias atitudes.

Há momentos em que é preciso deixar de ter medo e de pensar que o que não é comum envenena. Não necessariamente se trata de passar por cima de princípios ou pessoas, mas princípios em excesso talvez nos façam perder mais em lucidez do que ganhar em integridade.

Li esses dias que os corruptores da felicidade são a nostalgia e a culpa, o arrependimento e o remorso. Reli até de trás pra frente pra ter certeza mesmo de que esse pensamento era de outro alguém e não meu. Volta e meia surgem aqui dentro alguns PLINS que me fazem passar de uma visão de mundo à outra, e é irreversível.

Às vezes é preciso mesmo aprender a morrer. Aprender a viver é uma utopia e só entendendo a incerteza da morte é que passamos a abrir mão de adiar vontades. Acho que é aí que a gente vive cada uma delas sem medo de opiniões alheias ou medo de ter que aparentar alguma coisa que seja convencional só pra parecermos normais.

Mas normalidade existe? Existe mesmo um padrão pra ser gente? É obrigatório fechar os olhos pra dias tão injustamente e infinitamente melhores do que os outros e aderir ao conformismo acreditando que eles são exceção?
De vez em quando me deparo com a dúvida. Não sei se estou sendo correta, mas o que eu sei é que eu estou sendo correta - pelo menos - comigo mesma. É uma forma de morte dentro da vida ter que aceitar uma vida que não é minha, que eu não quero, que eu não aguento.

Eu não sou de cristal, eu não preciso de alguém que me dê segurança. Eu preciso quebrar, reconstruir e quebrar de novo quantas vezes for necessário. Só assim posso ter a sensação de que eu sei exatamente quem eu sou e fiz exatamente o que deveria ter feito, e esse sentimento não tem preço.


domingo, 26 de outubro de 2008

Loucura, fraqueza, solidão e, acima de tudo, algum tipo de fé: SOLO

"Cada caminho é sempre uma infinidade de trilhas e de encruzilhadas. Só as perguntas vão nascer. A busca das respostas vai ser a tua vida"

A sintonia do tempo me intriga. Pra mim, foi na semana certa que eu entrei numa sala com o número 319 e recebi das mãos de um homem de óculos e ar sério (que eu juro, sempre me intimidou) um livro de capa meio azul ou meio verde - nem sei - com uma palavra escrita em cor branca: Solo.
Juremir Machado da Silva, sem saber estaria contribuindo para o meu auto-conhecimento e para o entendimento do próprio ser humano. Afinal, somos todos tão iguais, não é?

Enquanto eu estava lendo, um vizinho desses que chamamos de autista, me perguntou sobre o nome do livro. Se tinha a ver com a terra, o chão? Eu não tinha pensado nessa possibilidade. Na realidade, eu havia pensado em solidão. Mas não deixa de ser: solidão e busca pelo próprio lugar na terra, ou busca das origens, do que nós somos. É bom ter uma visão nova, o que eu - na minha (suspeita e suposta) perfeita faculdade mental - não havia percebido, o meu vizinho percebeu.

A solidão, por vezes, é benéfica. Mas quem nunca enlouqueceu com a solidão eterna? Quem nunca se sentiu só em meio a tanta gente, tanto mundo, tanta vida?
Negamos nossos problemas a nós mesmos e aos outros, mas inconscientemente ou quase sem querer, procuramos a resposta para o que nos perturba.

Não temos problemas? Não seria isso um novo problema? Vai saber.
Na realidade a busca do nosso encontro consigo mesmo é incessante.
A loucura da falta de loucura, ou da falta de vida (mesmo havendo vida) é inquietante. E vai crescendo à medida que temos a consciência de que o desperdício de nós mesmos é real.

E é aí que sonhos absurdos se misturam com o real. É aí que a gente se pergunta se temos fé ou se temos culpa da falta de fé. É aí que a gente sente que não somos (ou não estamos) compatíveis com o resto - aquele resto que parece tão feliz e que parece estar tão longe do que somos.

"As minhas imperfeições desfilam e piscam como estrelas num céu claro e profundo" . A imperfeição faz parte de nós: HUMANOS, reais. Não queira ser perfeito. Queira ser você - desde que isso cause o menor número de danos possível a outras pessoas.

Tá certo, há momentos de fraqueza. Um amor perdido, o vazio, o nada, os sonhos perturbadores, a vontade de um retiro por tempo indeterminado no próprio apartamento. Mas será que isso dura pra sempre? Dura pra sempre o piloto-automático e a vontade de nunca mais buscar o que foi perdido?

Você é e sempre será observado, os erros serão julgados. E os erros aparecem. Mas o tempo nos ajuda a aprender o que causa dor e o que não causa, e com esse aprendizado você muda. A gente muda todos os dias. E a gente muda através de um longo caminho a ser percorrido. No final (ou no começo?), na hora certa, a gente descobre realmente quem a gente é. Você consigo mesmo. Transição. Epifania. Auto-conhecimento. Auto-ajuda.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Say what you need to say

Entre omitir, mentir e disfarçar há grandes diferenças.
A omissão serve para o bem de terceiros.
A mentira serve para o próprio bem.
O disfarce, para o medo.

Ambos são utilizados todos os dias. Altruísmo, ego, pavor de si mesmo e de suas próprias inquietações e barreiras.

Agradeça, torne-se transparente, destrua fraquezas.
Cresça, transforme-se, movimente-se.
Fale o que tiver vontade. Diga o que quiser dizer. COMUNIQUE-SE.

Que vá para o inferno a hora do olho no olho.

sábado, 20 de setembro de 2008

"Vão-se os anéis, ficam os dedos"

Há um ditado que diz: "Vão-se os anéis, ficam os dedos".
Eu concordo e assino embaixo. Nome e sobrenome.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que a nossa vida é muito mais cheia de coisas passageiras do que duradouras: fases, amores, atitudes, objetos, pensamentos, momentos.
Nós nos resumimos a um bem durável que vive dependendo de bens não-duráveis.
Tudo passa. Horas passam, dias passam, paixões passam, vontades passam.
Mas como toda regra tem exceção, algo tinha que subsistir. E esse algo somos nós, claro.
Não importa o quanto você perdeu, o que você perdeu ou quem você perdeu. Quem permanece aqui é você: insubstituível, vivo, sem permissão para ficar cansado.
O que passou, realmente passou. As perdas não voltam e pra que perder mais uma coisa - que é o tempo - se lamentando por algo sem sentido?
É desperdício de vida e desvalorização própria. Não tem sentido comparar o passageiro com o duradouro. Logo, não tem sentido dar mais valor ao passado do que ao presente.


Mesmo assim, eu sei que é difícil o desapego. Falo por experiência própria.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não importa

Não importa muito se você gosta de rock ou de house. Nem se você usa adidas ou all star. Não importa se você faz medicina, tem uma banda ou é modelo. Muito menos se me leva pra jantar, pro cinema ou pra balada. Não importa nada disso.

O que me importa é o teu jeito. O jeito que você me olha, o jeito que você quase me escuta, o jeito que me fala. O jeito que você mexe o cabelo, o jeito que me pega pela mão, o jeito de não ter jeito, o jeito que me deixa sem jeito.

Me importa ficar rindo de mim mesma quando me pego escrevendo sobre ti. Me importa ver a tua cara de espanto quando entende o que eu quero dizer (mesmo sem eu precisar dizer). Me importam as frases ditas, as frases não ditas e as frases quase ditas. E me importa, principalmente, que a gente dê um jeito. Que a gente se importe.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Eu + Você

Quero tudo. Quero muito. Quero entendimento mútuo, compreensão sem pedir, naturalidade. Quero me enxergar e te enxergar nesse teu olho. Quero te aprender, te viver, mas - acima de tudo - não deixar de ME viver. Quero ser eu.

Acho, sinceramente, uma decadência a necessidade de nos completarmos por meio de outras pessoas. Me contradigo (eu sei, eu sei!), mas o vazio precisa ser preenchido por nós mesmos. Outras pessoas podem apenas acrescentar, adicionar, somar. Se não soubermos SER sozinhos a nossa felicidade vai ser sempre dependente, condicional.

A vida não pára. Todos temos tarefas e obrigações individuais. Todos temos pensamento próprio, modo de ser próprio. Ninguém pode parar para sofrer por amor, assim como ninguém pode parar pra viver um amor. Amor é um PLUS. Deve nos acompanhar, não atrasar. Não deve nos deixar sem saber o que fazer e sim sabendo exatamente o que queremos e quem somos.

Sou super a favor da independência e nem por isso deixo de sentir.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Três dimensões

Não quero saber de uma só visão. Cansei da imagem simples, da noção mais ou menos de como as coisas são.
Quero profundidade. Sou a favor da verdade, de gente de verdade.
Não suporto quase tocar, quase sentir, quase entender. Desejo sentir, tocar, entender e ver além. Quero saber dos abismos, dos subterrâneos. Quero entender o que existe por trás, o essencial, o invisível.
Há uma inscrição no meu quarto que fica bem aqui na minha frente e leio todos os dias: "O essencial é invisível aos olhos". Foi Antoine de Saint-Exupéry quem disse. Quer frase mais adequada?

Sou fã das palavras. Só que ditas da boca pra fora elas não me bastam. Preciso delas, mas também preciso do olho no olho.
Não pra enxergar o que os meus olhos facilmente detectam, e sim pra enxergar através. Através de ti e através de mim.
Quero, assim, roubar o que me falta. Completar essas lacunas, esses buracos, esses vazios.
Não quero fantasia, eu simplesmente só quero magia.



quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Crescimento, a qualquer preço

É inegável: só existe substituição onde há insatisfação. Um consumidor não substitui um produto por outro se não houver um motivo. Uma teoria não é refutada até que outra prove o contrário. Um funcionário não é demitido sem que haja outro mais competente no lugar. E o mesmo acontece nos relacionamentos.

A palavra "traição", a meu ver, é forte demais para o sentido que a usamos. "Substituição" se encaixaria bem melhor. O ser humano é movido pela busca da perfeição (ou o mais perto possível disso). Se algo não nos satisfaz mais, frustra nossas expectativas, o natural é que busquemos em outra opção o que esperamos.

Sou completamente inconstante. E essa minha inconstância se deve à minha insatisfação permanente. Não é uma insatisfação que me faz viver eternamente de mal com o mundo, com tudo e com todos. É uma insatisfação boa, uma noção de que as coisas sempre poderiam ser melhores. Perfeccionismo. Perfeccionismo imperfeito, eu diria. Pode parecer um paradoxo, mas certos aspectos da imperfeição me são atraentes, assim como certos aspectos da perfeição também. Uma mistura. Uma dosagem que me faz chegar perto do ideal que eu procuro. Mas acho que isso é muito pessoal e vem de cada um. Gosto é gosto, não se discute.

O fato é que temos um modelo, um esboço do que buscamos e a substituição é um meio de chegar até isso. Experimentando pessoas até o encaixe mais preciso possível.
Claro que dói desapegar do que estamos acostumados, dói saber que fomos substituídos. Afinal - pra nós - somos o máximo. Só que, infelizmente, muita gente pode não nos achar. Desanimador. Mas mais desanimador e doído ainda é continuar com aquela eterna frustração consigo e com o outro. Saber que podemos estar perdendo muita coisa interessante só pelo fato de não querermos sair do conforto do que já conhecemos.

Já substituí muita gente e também já fui substituída. Esperneei. Ainda assim, foram os melhores meios de crescimento que já usei. Sempre procurei enxergar o erro e me condicionar a não errá-lo mais. Não se erra duas vezes no mesmo lugar, salvo se for de propósito ou se faltar esperteza. Quanto mais me senti mal, mais aprendi. É por isso que eu gosto do sofrimento (dosado, claro). Gosto dele porque gosto mais ainda do aprendizado, de tentar estar cada vez melhor e mais preparada. O conhecimento é uma das duas coisas irreversíveis no mundo (a outra é a morte), isso me fascina. O resto é segundo plano. É superável, dor passageira.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dei uma morrida, beijos

Quanto mais converso com amigos parecidos comigo, mais entendo que ninguém prova um sentimento que alguém já não tenha experimentado.
Eu sinto demais. Sinto muita coisa por um monte de pessoas, por um monte de coisas. Tudo ao mesmo tempo.
Sempre achei isso bom, eu gosto de sentir e odeio com todas as letras a palavra vazio.

Não sei se é uma reação de quem é assim como eu, mas percebo que muita gente gosta de "dar uma morrida" de vez em quando.
Não é uma morrida relacionada à depressão, tristeza ou afins. É apenas um esgotamento. Um isolamento instantâneo. Um descanso merecido do corpo, da alma, dos pensamentos.

Faz tempo que eu aderi. Silenciosamente me retiro do tempo e espaço presente, ligo o modo "no momento não estou", fecho a casa, desligo a tv, não estudo, não atendo telefone, faço milhões de bebidas quentes e fico vagando de pijama da cama pro sofá. A cara mais lavada possível, em meio a um clima de silêncio absoluto.

Alterno dias de muita agitação e dias de isolamento por pura necessidade. Uma vontade mega de ser duas em uma só. Uma remissão dos pecados. Como se a vontade de morar em outro mundo por uns dias fosse atendida através de um presente que eu dou a mim mesma: tempo. Uma retirada de campo, pra voltar à rotina com mais vontade, menos cansada, mais radiante e com aquela saudade que faz revitalizar.

Às vezes, um dia já basta pra satisfazer todas as necessidades da alma. Uma terapia barata, eficiente e rápida. Acaba quando a gente enche o saco do tédio, faz a unha, arruma a casa, o cabelo e compra uma roupa linda. Renasce das cinzas (que nem eram tão cinzas assim) e começa um mundo novo, com outro colorido, com outros olhos e outra cabeça. Simples assim.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Isolamento+multidão

É fato que estamos cada vez mais interligados. Poder ser pelo telefone, orkut, fotolog, msn, festas, shows, trabalho, faculdade.
Lidamos com pessoas todos os dias, recebemos informações todos os dias, fofocas correm com a velocidade da luz.
No entanto, nunca se soube tanto e tão pouco sobre as pessoas ao mesmo tempo.
Conhecemos tantas pessoas a toda hora, alguns de nós têm vários perfis no orkut, falamos com várias delas ao longo do dia mas, na grande maioria das vezes, sabemos tudo superficialmente.

Eu tenho muitos amigos de "Oi, tudo bem?" e só. Não digo que não me interessa aprofundar assuntos, mas - às vezes - me parece cansativo.
Não tenho paciência para conhecer pessoas e acho que a maioria também não tem. Pra que forçar um constrangimento mútuo tentando aproximações? Não adianta "forçar a barra". Prefiro naturalidade (mesmo que eu viva esperando por ela).
Não temos obrigação de relações mais profundas, até porque isso combina com a situação atual. E a situação nos diz que é difícil e perigoso confiar demais em quem desconhecemos.
Acho que muitos de nós já quebramos a cara um número suficiente de vezes e por esse motivo criamos um modo de proteção automático.

Isso não é ruim. O problema é que muita gente não consegue viver assim pra sempre. Uma hora ou outra, é chegado um momento em que não aguentamos mais, um momento em que tantas barreiras se tornam demasiado cansativas. Um momento também, que nos deixa num estado de insatisfação permanente ao ver que essas barreiras não são tão fáceis de se quebrar.

Fatalmente, eu cheguei nesse momento. Não sei se muito cedo ou muito tarde, ou se foi na hora certa. A verdade é que eu sinto que o meu momento chegou numa hora incompatível com os momentos das pessoas ao meu redor. Mas isso é um detalhe à parte.
Voltando às barreiras, um cara chamado Tenessee Williams disse algo que traduz muito isso: "Todos somos sentenciados ao confinamento solitário dentro de nossas peles, perpetuamente".

Por mais que tentemos aproximações, trocas de idéias e por mais que tentemos aprender a fundo o outro, ninguém nunca terá conhecimento do que acontece realmente dentro de cada um.
Há medos, pensamentos absurdos, loucuras e idéias inadmissíveis dentro da gente que não gostamos nem de mostrar a nós mesmos. Quem dirá contar aos outros? Melhor isolar mesmo dentro da própria pele.

O que eu penso é que abusar desse isolamento em todos os detalhes não dá mais. Abusar da auto-suficiência, do viver pra si mesmo e do conhecer só a si mesmo é deprimente.
"Conhece-te a ti mesmo", sou adepta. Mas também sou adepta do conhece um pouco mais ao próximo, quebre barreiras (mesmo que sejam só as menores). Isso gera um aprendizado absurdo, nos acrescenta várias coisas, destrói impressões pré-confeccionadas e nos completa cada vez mais.

Sempre fui muito cética mas, apesar disso, eu ainda acredito nas pessoas. Não acredito que alguém seja completamente medíocre e não pense alguma coisa de útil nunca. Vejo que uns têm uma visão melhor de mundo, mas é impossível alguém que não tenha uma visãozinha sobre alguma coisa. Que alguém seja só vazio.

De vazia, chega essa mania ou compulsão por isolamento, por não-compartilhamento, por falta de palavras e egoísmo. Mania de só acreditarmos na nossa verdade, e as verdades dos outros que "se explodam".
Às vezes, me parece que as pessoas fingem que gostam disso tudo. Porquê, afinal, auto-suficiência, solidão e distância estão em alta. E palavras não.

Será que eu nasci no lugar ou na hora errada?

terça-feira, 29 de julho de 2008





Cada um tem sua maneira de pensar, influenciado pelas próprias perdas, fracassos, vitórias, vivências, valores.
Achamos que ninguém é bom o suficiente pra entender o que já vivemos. Achamos que as outras pessoas destoam completamente do que procuramos. Achamos que os outros seres são limitados e que nós somos uma espécie de semi-deuses que merecemos tudo o que há de melhor no mundo. Temos egos inflados. Achamos que o resto é o resto, e que no meio desse resto ninguém mais se salva (além de nós mesmos, claro).

Na verdade, nem todo mundo é tão medíocre assim, só insiste em se afogar na ignorância cada vez mais, por comodismo.
Hoje em dia ser igual a todo mundo virou regra. Todo mundo quer fazer parte de uma coisa que nem sabe o que é, mas que é onde todo mundo quer estar. Acho que é medo da não-aceitação.
Tudo se resume a ter um fotolog (que virou classificados), ir à rave mais comentada do mês, estar na área vip, ter uma carinha
fashion e beijar mil bocas numa semana só.

Sendo assim, se nos considerarem mais um em algum momento, de quem é a culpa?!
De nós mesmos. E de todo mundo.
Insistimos em nos resumir a uma coisa só e é como "coisa" que irão nos enxergar. Cavamos a nossa própria cova e tá cada dia mais difícil alguém não nos rotular ou nos encaixar num estereótipo qualquer: patricinha da Bela Vista, groupie, prostituta de faculdade, siliconada exibicionista, maria gasolina, interesseiro, drogado, galinha, bombado de academia, "emo" ou o que quer que seja.

Eu acredito mesmo que a primeira impressão é a que fica. Só não entendo pq a maioria das pessoas não faz nada pra tentar surpreender, não faz nada pra mudar essa impressão que sempre é tão chata que chega a dar pena.
Tenho medo dssa síndrome de incomunicabilidade que deixa as pessoas cada vez mais estúpidas. Tenho medo de que, por falta de treinamento, nos tornemos ignorantes pela perda do dom de nos entendermos com palavras ou olhos nos olhos.

Eu só me pergunto se todo mundo consegue parar pra respirar de vez em quando ou simplesmente não pára e vive nesse piloto automático?
Ninguém mais sente ansiedade e uma vontade de falar "não agüento mais"?
Será que se parássemos pra respirar nos considerariam fora do padrão? Seríamos taxados de revoltados estranhos que acabaram de surtar?



Sou feliz, não estou perturbada, despedaçada ou qualquer coisa assim. Mas ainda assim sinto ansiedade, fumo que nem uma louca, tomo Rivotril pra dormir e tô com vontade sim de escrever e dizer um enorme "NÃO AGÜENTO MAIS".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Obrigada, vento!

É por dias como hoje que vemos que vale MUITO a pena não parar nunca de acreditar na gente. Sinto como se tivesse feito 15 anos de terapia em 20 minutos de olhos fechados, vento no rosto e análise interior em pleno saguão do condomínio. (E isso que eu geralmente tenho medo de mim quando fico de olhos bem fechados).
Tenho a mania ridícula de afirmar com todas as letras que eu não consigo sentir, que eu não consigo me apaixonar, que eu não consigo me importar. E olhando bem, entendi que na verdade sempre esqueci mesmo era de perceber que eu consigo sim, só não consigo por muito tempo. Só eu estando louca de pedra pra achar que algum dia eu teria a ousadia de achar de verdade que nunca consegui me apaixonar por ninguém. É mentira deslavada, puro fingimento e uma certa covardia disfarçada. Hoje eu resolvi fazer as pazes com o coração. Pedir desculpas por ter deixado ele de lado e sempre ter dado preferência à razão.
Eu, sendo bem sincera, já me apaixonei infinitas vezes. Às vezes por uma semana, às vezes por dois dias, às vezes por três meses, às vezes um vai e vem. Tudo assim mesmo, super rápido. Mas e daí? Na hora era intenso, era de verdade. Por vezes, eu chegava a achar que era eterno e nunca ia acabar, e poucos dias ou semanas depois lá tava eu: bem bela, loira e sorridente, me apaixonando e flutuando, tudo de novo. O doido é que, além de tudo, às vezes costumo me apaixonar por mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Assim, todos juntos, todos lindos, todos incríveis, todos diferentes. Meu coração bate muito forte, e eu não sei mesmo como fazer ele parar. E acho isso demais! (Espero sinceramente que alguém mais seja assim como eu).
Mais engraçado então que o meu apaixonar é o meu desapaixonar. Eu desapaixono tão rápido quanto apaixono. Ontem, bastava a pessoa não me querer pra eu apaixonar. Hoje, virei tudo de cabeça pra baixo, basta não me querer pra eu DESAPAIXONAR (thank God!).
A verdade é que hoje eu acordei completamente apaixonada. Por mim mesma. Do meu sapato de salto ao tufinho de mega-hair, do meu dedo do pé direito meio torto à minha cicatriz no meio da testa. Completamente apaixonada por tudo o que eu sei que eu sou e por tudo que eu sei que eu sei, por todo esse meu jeito estranho de ser que me surpreende a cada dia.
Acordei, pela primeira vez, indiferente a quem não gosta de mim. Poxa! Apesar de um monte de defeitos e medos, eu malho todos os dias, não sou virada em futilidade (embora tenha manias tipicamente femininas), tenho perfeita noção de tudo o que eu sei e entendo, nunca rodei em prova, sempre procurei ver o lado bom das pessoas (até das inacreditavelmente medíocres), escovo os dentes três vezes ao dia, estudo e leio até o meu limite, não sou conformada, não me satisfaço com pouco e um dia vou ser pra casar. Nada mais justo do que eu riscar da minha vida qualquer ser que não me mereça e que não esteja à minha altura (E não é narcisismo!). Não quero nem ouvir falar de pessoas que não me enxergam. Não tenho raiva, mas também não me importo com quem não se importa comigo.
Eu sou provavelmente a mais desencorajadora das conselheiras, porque quando perguntam nunca deixo de dizer a mesma coisa: a gente tem mais é que gostar de quem gosta da gente. Só podem fazer com a gente o que permitimos que façam. Então vai dizer isso pro coração, né? Mas a gente tem a razão pra ajudar de vez em quando pra quê? Na luta dentro da gente, o amor que sempre tem que vencer é o amor-próprio. É egoísmo? Não sei. Só sei que é com ele que a gente consegue a recompensa final: alguém que nos ame porque ama a si próprio, e sabe que nós somos bons o suficiente pra ser o melhor pra ele. Isso se chama valorização. Não precisamos mendigar. Ninguém precisa de migalhas. Amor é um prêmio pra quem consegue se achar, é inteiro e é sem pedir.
Talvez fique a pergunta: e onde eu vou achar felicidade se não for em um amor eterno e complicado que nunca dá certo (e que, no fundo, a gente tem a esperança que um dia dê)? Felicidade a gente acha em pequenos detalhes e demonstrações de consideração das pessoas ao nosso redor. Felicidade é ver sua irmã linda e maravilhosa se arrumando pra sair de casa e ainda te perguntar se o visual está bom, e se por acaso você responder que achava melhor a outra roupa, ela ir lá e trocar. Felicidade é ver que seus amigos adiam programações se você nao puder estar presente. Felicidade é ver alguém da sua família vir te visitar toda semana, porque simplesmente sente saudade de conversar com você, te abraçar e saber como você tá. Que antes de amores eternos, eternos sejam os sorrisos dos nossos amigos, as mensagens da sua mãe no celular e as conversas infinitas no msn.
Já fui muito de dar valor a coisas fúteis, sim. E eu tenho orgulho de mim mesma por hoje poder dizer que eu cresci. Que eu não julgo mais por aparências, que eu não quero mais saber qual é a marca do carro, da roupa e o modelo de celular da outra pessoa. Não me importo mais com a quantidade de dinheiro na conta bancária, com a idade, com o que faz da vida ou o que não faz. Eu só me importo com o que ela sente em relação à mim e com o que ela me faz sentir. Viver a vida dá um puta trabalho, mas também dá uma felicidade que não dá pra explicar quando a gente vê que a cada dia, ela faz a gente crescer bonito.
Eu sei que é tudo muito mais profundo e mais complicado do que isso e o que eu escrevi pode soar bem superficial (eu mesma já me peguei toda acabada em textos que às vezes releio), mas tente pôr a essencia de tudo isso em prática. Comece dizendo "chega" pra certas pessoas, comece falando pra si próprio que você é mesmo FODA.
E também comece a notar mais as pessoas na rua, tente ver que nem todo mundo é tão fora do seu interesse assim. Repare em sorrisos, olhos, mãos, cabelos, gestos, jeitos. Talvez você se apaixone mais vezes. Talvez você se apaixone melhor, tolere melhor, não "pegue nojo" tão rápido. Procure saber os sonhos de quem dorme ao seu lado. Talvez assim como você próprio não queira ver as qualidades dos outros, os outros também não vejam as suas e, conseqüentemente, não te tolerem também. De longe, acho que o que falta mesmo na gente é tolerância.



quarta-feira, 9 de julho de 2008

Do astro do rock ao terrorista. Em 3 segundos.

Sempre achei engraçado como a gente tem uma habilidade instantânea de sair de um lugar e parar em outro totalmente diferente em poucos segundos. Tipo ver um pacote vazio de salgadinho na rua e acabar com o pensamento lá na fome do mundo ou no número de pessoas com câncer porque comeram porcarias a vida toda. Coisas bizarras assim mesmo. Vai entender as divagações da mente, né?

Algo do tipo aconteceu esses dias comigo. Numa finaleira de noite, alguém soltou uma pérola mais ou menos assim: "... E foi aí que eu larguei tudo e virei um astro do rock."

Pronto! Passei do pacote de salgadinhos à fome no mundo em 3 segundos.
Não sei e nem quero saber se essa frase, que na hora soou engraçada, faz algum sentido maior pra quem falou ou se foi uma mera constatação. Mas eu - que tenho mania de fugir com pensamentos de onde eu tô e desenvolver toda uma teoria pra mim mesma enquanto o resto continua conversando - peguei aquela frase, tirei ela do tempo e espaço que todo mundo tava e a encaixei em outros lugares. Pra mim, a essência dela faz todo o sentido.

A gente tem mais é que largar tudo e ser. Ser o que a gente quiser, fazer o que a gente quiser.
Vamos sair por aí e virar protagonistas de algum filme fabuloso, vamos virar dançarinos, astronautas, historiadores, mendigos-de-banco-de-praça, presidentes da república, astros do rock, viajantes sem rumo, donos de alguma cabana na praia, cientistas loucos, personagens de contos de fadas, escritores, poetas, strippers, virgens, gângsters, terroristas, sei lá.

Não precisamos necessariamente dar um sentido real à frase lá do início. No caso do amigo que falei, coincidentemente foi. Mas eu tô falando de ser mil e ser uma pessoa só, ser uma coisa diferente a cada dia, mestres de obras da nossa vontade, astros da nossa própria vida.

Quem liga se der tudo errado? E daí se a gente sonhou em ser uma barbie e não deu certo? (a Susie é muito mais interessante). E daí ter medo de a parte do mendigo-de-banco-de-praça virar real? E daí que você quebre a cara e fique de nariz vermelho e olhos inchados? E daí se a Cinderela não ficar com o príncipe? (Eu sempre torci pras filhas da madrasta).
E daí se gente não souber que caminho seguir ou por oude (re)começar? O começo é sempre em branco...
Se a gente cair ou alguém nos derrubar, qual o problema? O jeito é sacudirmos a poeira e rirmos de nós mesmos por termos sido tão ingênuos, porém felizes. Quem aprendeu a ser o que quiser, tem que aprender a se levantar.
Vamos deixar nossa fantasia se confundir com o nosso dia. Passe dos limites divinos. Melhor tentar do que viver de figurante a vida inteira.
Como diria o Lulu Santos, vamos nos permitir.


PS: Desculpem o texto descaradamente clichê, mas eu não tô nem aí. Tô nem aí pro que disserem, nem aí pro que pensarem. Tô nem aí pra quem acorda todo dia no mesmo horário, espalha sorrisos falsos e na hora das refeições mastiga, engole e digere frustração. Hoje eu tô sem rumo, hoje eu tô com peito (e não falo dos 275 ml), hoje eu tô virada em vontade, hoje eu tô sem paciência pra conformismo, hoje eu tô filósofa do boteco-do-Zé-da-esquina, hoje eu tô de bem com o meu mundo e não tô mesmo nem aí pra quem não tá aí pra mim.

Hoje eu virei cientista louca e criei uma bomba. E, ainda por cima, eu tô terrorista.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A verdade é que você não faz idéia de tudo o que você não soube.

De quantas vezes odiei, de quantas vezes me envenenei, de quantas vezes tentei me devolver pra mim mesma através dos dias tentando uma substituição sem importância.

Toda essa verdade vai ficar guardada numa caixa qualquer - que esconde restos que a gente não joga fora, mas também não mostra e não olha.

Coisas que antes não faziam a menor diferença e que agora, mesmo eu não querendo, fazem.






Mais uma mutação...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Me acostumei tanto a reclamar dos meus defeitos, do meu vazio, do que me falta, que me esqueci por um tempo do quanto eu sou forte. Eu canso de tentar convencer a mim mesma de que não valho nada, mas nunca lembro de que eu vivo lutando.
Cada suspiro, cada esforço, cada vontade, cada gesto inconsciente - eu vivo tentando sentir melhor, agir melhor, viver melhor, SER melhor.

Eu sei que eu posso ser várias, ser o que eu bem quiser - de acordo com a minha necessidade.
Nós temos a capacidade absurda de nos transformarmos no que nos faz conseguir resistir, suportar melhor. A gente nunca afunda ou desiste, nós somos incríveis demais pra isso.

A tarefa de conduzirmos nossa própria vida exige muito,precisamos ser super-homens ou super-mulheres 24 horas por dia.
Precisamos ser inacreditavelmente fortes pra sustentarmos esses corações que, não importando o que a vida apronte, nunca param de bater.

sábado, 5 de julho de 2008

Hoje a felicidade veio através do meu toque polifônico de Mr. Brightside e de uma voz reconfortante do outro lado da linha.

É nessas horas de dor de cabeça inacreditável, febre de 40 graus, visão escurecida e um dia inteiro de cama e edredom que a gente sente mais saudade e se emociona com pequenos gestos de quem se importa com a gente.

Obrigada por me ligar de 5 em 5 minutos só pra se certificar de que eu tô bem. Me dá uma dorzinha e uma vontade de chorar só de entender e ver o que tu estás fazendo por mim. Desculpa se, às vezes, eu te choco com o meu realismo exagerado, mas eu só quero que depois da esperança tu não venhas a te decepcionar. Infelizmente, há coisas que a gente não controla, a gente só aceita.
E não fica com medo, por favor, eu te peço.

Tu és a principal causa da minha felicidade, e ouvir a tua voz de choro me deu muito mais desespero do que todos os outros problemas que eu tenho. Perto de ti, o resto é secundário, entendes?

Chega a doer imaginar um dia a minha vida sem ti e tudo o que tu significas pra mim.

EU TE AMO