Estou em uma fase em que o crescimento é constante. Sempre gostei dessas minhas fases. Melhor do que os dias em que eu não penso em nada e nada me acrescenta.
Tenho vivido dias de auto-conhecimento. Nesses últimos dias da minha vida real, tenho aprendido a sorrir, a quase-sofrer, a entender coisas que antes não tinham explicação, a jogar fora o que não me faz bem e a procurar o que me faz. E isso tudo a gente aprende acertando sim, mas errando também.
Só não consegui aprender a chorar, e essa é a minha busca: sentir. Nunca chorei por nada, a não ser por raiva ou por pena.
Minha alma e pensamento gritam por algo para amar. Algo que me faça sentir, que me faça acordar, que me transforme em pedaços e que cure a minha falta de fé.
Eu nunca acreditei em um Deus. Eu acredito que exista uma força maior que a gente não consegue definir, alguma teoria que explique toda a interligação desse mundo. Mas não acredito que pedindo a gente receba alguma coisa. Só acredito em atos ou na falta de atos, coisas - eu disse COISAS - que corremos atrás e conseguimos por nós mesmos.
Isso talvez signifique que a minha fé quer dizer auto-estima. Mas eu não acredito em mim mesma.
É por isso que eu busco a fé. Passar a acreditar em alguma coisa, pode ser em um Deus ou em mim. Nunca se sabe quando nossas convicções vão parar de mudar, não é?
Uma das pessoas que eu mais amo nesse mundo me disse que eu não sou muito humana. E a minha dor foi por perceber que eu não senti dor ao saber disso.
E aí vem o meu próprio questionamento: que tipo de pessoa eu me transformei? Enquanto muitas pessoas quebram por dentro por amar demais, eu estou quebrada por não amar e não sentir, por deixar minha razão mandar no meu coração. Enquanto muitas pessoas dizem que a fonte secou, eu digo: eu nunca tive fonte.
É por isso que eu idolatro o amor e a fé - são estágios em que eu nunca consegui chegar.
Talvez eu use a explicação da maioria dos critãos: é castigo por negar tudo que valha alguma coisa.
Juro que quem me vê na rua não percebe tudo isso, toda a minha decepção comigo mesma. Mas meus olhos não mentem. Ainda bem que muitas pessoas não podem e nem conseguem ver.
Se eu pudesse eu mudaria. Mas minha mente não ouve a minha voz, por mais alto que eu grite.
Enquanto isso, eu espero...
