sábado, 20 de setembro de 2008

"Vão-se os anéis, ficam os dedos"

Há um ditado que diz: "Vão-se os anéis, ficam os dedos".
Eu concordo e assino embaixo. Nome e sobrenome.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que a nossa vida é muito mais cheia de coisas passageiras do que duradouras: fases, amores, atitudes, objetos, pensamentos, momentos.
Nós nos resumimos a um bem durável que vive dependendo de bens não-duráveis.
Tudo passa. Horas passam, dias passam, paixões passam, vontades passam.
Mas como toda regra tem exceção, algo tinha que subsistir. E esse algo somos nós, claro.
Não importa o quanto você perdeu, o que você perdeu ou quem você perdeu. Quem permanece aqui é você: insubstituível, vivo, sem permissão para ficar cansado.
O que passou, realmente passou. As perdas não voltam e pra que perder mais uma coisa - que é o tempo - se lamentando por algo sem sentido?
É desperdício de vida e desvalorização própria. Não tem sentido comparar o passageiro com o duradouro. Logo, não tem sentido dar mais valor ao passado do que ao presente.


Mesmo assim, eu sei que é difícil o desapego. Falo por experiência própria.

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